Sexta-feira, 1 de Junho de 2012

São Lázaro 94 vive! A violência policial não nos intimida, continuemos a luta pelos nossos sonhos e anseios

Vivemos momentos em que a palavra democracia só existe no papel, a realidade è que os órgãos do poder agem impunemente , revogando na hora qualquer legislação que tenha a veleidade de criar obstáculos à execução das suas políticas de terror social: È o governo da tróika que sob o manto da crise se permite revogar a constituição embora digam que têm que ser dois terços da assembleia da república a votar quaiquer alterações, tudo balelas que se destinam a esmagar o povo com medidas draconianas ao serviço dos seus amos do FMI/BCE .
 
Ontem a CML permitiu-se cometer mais uma ilegalidade, isto à luz das leis aprovadas por tais senhores : Ao mandar a polícia desocupar violentamente S. Lázaro 94, Roseta e o experiente Costa em matéria de repressão, não tivesse este senhor já ocupado a pasta da administração interna, diziamos, estes senhores burrifaram-se para a providência cautelar, preceito legal que tinha impedido o despejo há semanas atrás. Dizem eles, as razões prendem-se com a segurança do edifício devido ao seu estado de degradação e a necessidade de habitação para as famílias, pura demagogia: cada vez há mais casas abandonadas fruto da crise que varre o país, sendo alguns milhares da Câmara que não as recupera e vota ao abandono. Preocupações prioritárias da
arquitecta Roseta e seu Sr. Costa são as obras de fachada, descurando os interesses da população não só no domínio da habitação mas noutras vertentes como a saúde, a higiene...
Para culminar o dia de ontem, assistimos ao episódio vergonhoso da polícia armada até aos dentes a violar as leis mais elementares de cidadania que consiste no direito de manifestação. Na continuação das políticas do governo e câmaras municipais do país e permitido à polícia agir como muito bem entender interpretando as leis como lhe aprouver: Cercar manifestantes, revistá-los,  identificando-os pidescamente um a um, omitindo a identificação de cada um dos seus membros, enfim um rol de ilegalidades á luz das leis que juraram defender. Vergonhoso, não exagerando , estamos no limiar de um estado fascista, este sim com uma grande sotisficação .
Todas estas ocorrências não nos devem intimidar, a luta è o caminho .
Alguns videos e imagen de ontem .
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Quinta-feira, 31 de Maio de 2012

S. Lázaro - Que mil ocupações aconteçam

S.Lázaro è a morte política de Helena Roseta .
Práticas do passado estão presentes agora : A polícia cerca, intimida, exerce a um clima de escaramuça face a um protesto cívico e não satisfeitos com a revista identifica cidadão a cidadão cm vista a actualizar ficheiros . Estas práticas, no passado chamavam-se pidescas hoje talvez se possam multiplicar .


Isto vem a propósito da desocupação verificada há algumas horas atrás no prédio nº 94 da rua de S. Lázaro em Lisboa, vários cidadãos juntaram-se e desfilaram a partir do Martim Moniz, rua da Palma, Intendente junto ao gabinete do presidente da câmara de lisboa onde permaneceram alguns minutos fazendo eco do descontentamento .
Prosseguiram então pela alm.te Reis acima até à igreja dos Anjos onde um forte contigente de polícia, corpo de intervenção, armados até aos dentes com escudos, viseiras, bastões, shots guns e outras armas de fogo encurralaram parte dos manifestantes junto à igreja dos anjos.

A bestialidade, a postura intimidatória para com as pessoas que fazem cidadania começa a ter uma frequência preocupante .
Para defender soluções de compromisso com a especulação imobiliária e de abandono do miolo da cidade.
A responsável do pelouro da habitação na CML apregoou a solidariedade contra desocupações na cidade do Porto , mas em lisboa manda a polícia actuar aplicando a democracia musculada .
Que belas palavras "cidadãos por Lisboa" : recuperar o centro da cidade, travar o deserto, recriar a vizinhança, apoiar os projectos de inovação e mais outras mensagens que o tempo veio a provar serem mera mercadoria da banha da cobra eleiçoeira .
"Com papas e bolos se enganam os tolos", que grande "31" neste início das festas de Lisboa com animação policial, intimidação do protesto cidadão. Anotar nomes, moradas e registos pessoais de quem tem pensamento crítico é o que se faz em todas as ditaduras fascistas, de estados monopolistas ou ditos democráticos, o capitalismo com a sua suja práctica manda mais alto.
Milhares de casas no centro da cidade continuam devolutas a degradarem-se e muitas são pertença de entidades públicas, mas não há dinheiro, é mais importante investir no BPN/BPP e sempre em mais polícia para os proteger.
O combate à inteligencia e ao pensamento crítico é apanágio deste gestores do pensamento único e Helena Roseta já lá chegou: "se me cheteiam ponho-vos a polícia à perna". Democratas destes está este país cheio de "manjericos" que se alimentam, vivem e sobrevivem neste ranço demo-salazarista, são os netos de salazar que governam o estado central e os títulos locais são marionetas dos interesses instalados - é fartar vilanagem.
Esta polícia que persegue o povo, os trabalhadores, as mulheres, os jovens, os desempregados é a mesma que protege os vampiros e seus sucedânios Passos Coelho/Portas, Sócrates, Cavaco e companhia lda são as sociedades anónimas, as parcerias público privadas. Estes briosos cívicos defensores da nação guardam as costas da nomenclatura do regime e dos bons filhos como do ex-ministro da administração interna Dias Loureiro e ladrão internacional fugido e a viver dos rendimentos em Cabo Verde.

Helena Roseta, ex-PS e ex-PSD talvez dona de um bloco central não resistiu à tentação de ser mais igual aos seus pares. Ao povo, à juventude o que lhes manda são a repressão policial.
Casa devolutas - será especialidade da Sra Arquitecta sendo preciso conservá-las mas vazias e a cair.
Que bela obra diferente e original da Sra Arquitecta e mais do seu Costa.
O CMA-J

Roseta/Costa expulsam violentamente ocupantes de S. Lázaro



Esta manhã o edifício SÃO LÁZARO 94 foi acordado pela violência policial e arbitrariedade da CML. Sem qualquer aviso, a Polícia Municipal apoiada pela PSP arrombou a porta, expulsou os ocupantes, roubou o material e espancou várias pessoas já na rua.

Uma das primeiras pessoas a ser detida foi o advogado de SL94, que se identificou como tal antes de qualquer diálogo com a polícia. Acrescente-se que outra rapariga foi espancada já no chão e lhe foi recusada o porte da bomba asmática pessoal em plena crise respiratória. Foram detidas quatro pessoas e o advogado será levado a tribunal esta tarde por “excesso de palavras”. Está muita coisa por esclarecer e detalhar, mas a visão geral de momento é de um rol de ilegalidades que começam na Vereadora Helena Roseta e terminam nas forças policiais.

Perante tudo isto, ao convite da Vereadora para uma conversa esta tarde no seu gabinete respondemos com um largo sorriso – Não dialogamos quando a nossa porta é arrombada, somos roubados, espancados e detidos. Não entramos em jogos políticos hipócritas e falsos.

Lisboa: Martim Moniz | 19h
Porto: Largo da Fontinha | 18h

comunicado do espaço S. Lázaro 94

Sexta-feira, 25 de Maio de 2012

Trabalhadores intensificam a luta, não dar tréguas ao capitalismo .

Trabalhadores do Metro de lisboa recusam esmolas
"Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa não vão prolongar o seu horário durante o festival Rock in Rio porque querem o cumprimento do acordo de empresa e não "esmolas" pontuais, sublinharam hoje os sindicatos que os representam.

3 de Junho - Um ano depois, a "acampada" regressa ao Rossio

Quebec no Canadá - Milhares manifestam-se nas ruas contra a lei que restringe as manifestações


Cerca de 300 mil pessoas  reuniram-se nesta terça-feira (22) no centro de Montreal para participar da manifestação que marcou o centésimo dia de mobilização estudantil em Quebec e desafiar a lei 78. Este foi um dos maiores atos de desobediência civil na história de Quebec.

Num ambiente bastante festivo, os manifestantes, em sua maioria estudantes, acompanhados de pessoas de outros sectores da sociedade, protestaram contra a lei 78 aprovada na última sexta-feira (18) pelo governo local, que restringe o direito de manifestação e que visa acabar a histórica greve e luta dos estudantes.

A lei proíbe qualquer aglomeração a menos de 50m das universidades e estipula que uma manifestação de mais de dez pessoas não pode ser realizada se os organizadores não informarem a polícia com pelo menos 8h de antecedência, prevendo multas pesadas para os que não respeitarem as novas regras.

A nova legislação foi imposta na 14ª semana de greve e de manifestações estudantis - que protestam contra o aumento do preço do ensino.

Volos-Grécia: cidadãos protestam fora do Lidl pedindo a distribuição de alimentos ao povo


"Em 17 e 18 de maio, vários moradores de Nea Ionia, um bairro de Volos, bloquearam o supermercado Lidl exigindo a distribuição gratuita de alimentos aos pobres num bairro vizinho do supermercado, que estão em estado de indigência. A Direção do supermercado chamou a Polícia, e todas as forças policiais da prefeitura de Magnésia se mobilizaram e foram até o supermercado para intimidar e reprimir as pessoas que estavam a protestar .

O número de policias que se alinharam em volta do supermercado era o dobro daqueles que participaram do protesto. Mesmo após o término da acção, vários veículos da Polícia com policias à paisana estiveram a vigiar os manifestantes quando estes regressavam às suas casas.

Os membros da Assembleia Aberta de Magnésia declararam que vão continuar sua luta, cujo principal lema é "comida de graça a todas as pessoas”. O comunicado divulgado pela Assembleia Aberta destacou que "é impensável que os supermercados permaneçam cheios de comida e as pessoas fiquem a morrer de fome, que estejam procurando alimentos nos contentores de lixo, que os nossos filhos desmaiem nas escolas por falta de nutrição. Exigimos os artigos de primeiras necessidades, limpeza e alimentos básicos, para atender as necessidades dos nossos concidadãos que estão em situação de extrema pobreza, que estão afetados pelos contínuos "pacotes de resgate" que nos são impostos sem nosso consentimento, e que nos condenam à miséria e extrema pobreza”.

O comunicado conclui assinalando que "se não nos revoltarmos em todos os bairros, as nossas casas e as nossas cidades  tornar-se-ão prisões contemporâneas de banqueiros, industriais, armadores portuários, com os supermercados cheios de alimentos e por fora hordas de famintos que buscam comida no lixo deles”."