quarta-feira, 29 de junho de 2011
Grécia - Um só caminho é intensificar a luta
"Ζητάμε απ' την Αστυνομία να σταματήσει το δολοφονικό έργο" (EΞΑΝΤΑΣ) from Yorgos Avgeropoulos on Vimeo.
Grécia - Aprovado novo plano de austeridade
O parlamento grego correspondendo aos interesses do FMI e o grande capital alemão, aprovou hoje mais um vasto pacote de austeridade acente no aumento de impostos e nova vaga de privatizações. Seguindo as directrizes dos amos da europa central, o governo do partido socialista grego propõe-se arrecadar até 2015 um valor avaliado em 28,4 mil milhões em cortes a fazer, mais 50 mil milhões em privatizações a angariar .
Enquanto o parlamento aprovava estas medidas criminosas contra o povo grego, as ruas eram palco de inúmeras manifestações de revolta gerando-se confrontos de grande intensidade contra os vastos contigentes policiais que defendiam nomeadamente o parlamento, concentransdo aí mais de 5 mil efectivos o que diz bem do temor que esta gente tem do povo. As cargas policiais, os gases lacrimogéneos provocaram largas dezenas de feridos e presos entre os populares gregos que vieram para a rua mostrar a sua mais viva indignação não cedendo à chantagem e à ameaça, levaram assim por diante o segundo dia de greve geral .
A Grécia é um espelho para o nosso país, saibamos estar atentos. Solidariedade com a luta do povo grego.
Enquanto o parlamento aprovava estas medidas criminosas contra o povo grego, as ruas eram palco de inúmeras manifestações de revolta gerando-se confrontos de grande intensidade contra os vastos contigentes policiais que defendiam nomeadamente o parlamento, concentransdo aí mais de 5 mil efectivos o que diz bem do temor que esta gente tem do povo. As cargas policiais, os gases lacrimogéneos provocaram largas dezenas de feridos e presos entre os populares gregos que vieram para a rua mostrar a sua mais viva indignação não cedendo à chantagem e à ameaça, levaram assim por diante o segundo dia de greve geral .
A Grécia é um espelho para o nosso país, saibamos estar atentos. Solidariedade com a luta do povo grego.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Grécia em GREVE GERAL
Só este ano a Grécia vai na sua quarta Greve Geral contra o plano de austeridade.
Uma greve geral que está a fazer-se sentir por toda a Grécia, paralizando sectores de actividade essenciais como a energia, o tráfego aéreo e transportes colectivos. Esta greve é mais uma resposta dos trabalhadores gregos á política de austeridade em discussão no parlamento. Política de cedências atrás de cedências ao capitalismo alemão que a troco de uma pseudo ajuda agrava ainda mais as condições de vida do povo grego, que se vê ainda mais espoliado e vergado pela carga tributária que o parlamento pretende aprovar.
Toda a solidariedade ao povo grego em luta !
Uma greve geral que está a fazer-se sentir por toda a Grécia, paralizando sectores de actividade essenciais como a energia, o tráfego aéreo e transportes colectivos. Esta greve é mais uma resposta dos trabalhadores gregos á política de austeridade em discussão no parlamento. Política de cedências atrás de cedências ao capitalismo alemão que a troco de uma pseudo ajuda agrava ainda mais as condições de vida do povo grego, que se vê ainda mais espoliado e vergado pela carga tributária que o parlamento pretende aprovar.
Toda a solidariedade ao povo grego em luta !
sábado, 25 de junho de 2011
Greve de 48 horas na Grécia
Resposta às novas intimidações do governo e da UE
por KKE Depois de uma discussão de três dias no Parlamento o governo recauchutado obteve 3ª. feira 23 de Junho um voto de confiança com os votos dos deputados do PASOK. Ou seja, 155 membros de Parlamento no total de 298 que tomou parte na votação deu um voto de confiança ao governo ao passo 143 votaram contra.
A secretária-geral do CC do KKE, Aleka Papariga, denunciou o dilema intimidante colocado ao povo trabalhador gregos pela UE e pelo governo.
"O ultimato da UE, da Eurozona, não é dirigido ao governo grego, o qual já o aceitou há muito, mas sim ao povo grego. Ela diz: baixem suas cabeça, se não concordarem não obterão a quinta prestação".
Aleka Papariga afirmou: "Nós consideramos que o povo grego deve dar o seu próprio ultimato. Isto é a melhor coisa que pode fazer. Não pode haver qualquer negociação radical na estrutura da UE. Também há partidos da oposição que fazem tais sugestões ao governo. Isto é ou uma chamada solução fácil ou uma posição que ignora o carácter da UE. Eu ao invés direi que isto é uma ignorância deliberada do verdadeiro carácter desta aliança predatória, como nós a chamamos, ainda que isto seja uma frase suave dada a situação actual".
"Assim, o povo grego deve dar o seu próprio ultimato. Podíamos notar que a UE, o governo do ND e do PASOK, a burguesia grega – todos os seus sectores, industriais, proprietários de navios, banqueiros, comerciantes, etc – devem ao povo grego", acrescentou
Da tribuna do parlamento a secretária-geral do KKE apelou aos trabalhadores para ignorarem os dilemas de intimidação e tomarem parte activa na luta: "agora que o povo abre os seus olhos e temem o despertar da consciência – porque também há o medo da demissão – o KKE promove mais intensamente a posição de que o povo deve tomar nas suas próprias mãos a propriedade dos meios de produção bem como os recursos naturais.
As forças com orientação de classe congregadas no PAME apelam a uma greve de 48 horas logo que o governo traga ao Parlamento o novo pacote de medidas anti-populares.
22/Junho/2011
O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2011/2011-06-22-info
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
por KKE Depois de uma discussão de três dias no Parlamento o governo recauchutado obteve 3ª. feira 23 de Junho um voto de confiança com os votos dos deputados do PASOK. Ou seja, 155 membros de Parlamento no total de 298 que tomou parte na votação deu um voto de confiança ao governo ao passo 143 votaram contra.
A secretária-geral do CC do KKE, Aleka Papariga, denunciou o dilema intimidante colocado ao povo trabalhador gregos pela UE e pelo governo.
"O ultimato da UE, da Eurozona, não é dirigido ao governo grego, o qual já o aceitou há muito, mas sim ao povo grego. Ela diz: baixem suas cabeça, se não concordarem não obterão a quinta prestação".
Aleka Papariga afirmou: "Nós consideramos que o povo grego deve dar o seu próprio ultimato. Isto é a melhor coisa que pode fazer. Não pode haver qualquer negociação radical na estrutura da UE. Também há partidos da oposição que fazem tais sugestões ao governo. Isto é ou uma chamada solução fácil ou uma posição que ignora o carácter da UE. Eu ao invés direi que isto é uma ignorância deliberada do verdadeiro carácter desta aliança predatória, como nós a chamamos, ainda que isto seja uma frase suave dada a situação actual".
"Assim, o povo grego deve dar o seu próprio ultimato. Podíamos notar que a UE, o governo do ND e do PASOK, a burguesia grega – todos os seus sectores, industriais, proprietários de navios, banqueiros, comerciantes, etc – devem ao povo grego", acrescentou
Da tribuna do parlamento a secretária-geral do KKE apelou aos trabalhadores para ignorarem os dilemas de intimidação e tomarem parte activa na luta: "agora que o povo abre os seus olhos e temem o despertar da consciência – porque também há o medo da demissão – o KKE promove mais intensamente a posição de que o povo deve tomar nas suas próprias mãos a propriedade dos meios de produção bem como os recursos naturais.
As forças com orientação de classe congregadas no PAME apelam a uma greve de 48 horas logo que o governo traga ao Parlamento o novo pacote de medidas anti-populares.
22/Junho/2011
O original encontra-se em http://inter.kke.gr/News/news2011/2011-06-22-info
Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
sábado, 18 de junho de 2011
Manifestação Internacional
Os ventos de revolta atravessaram o Mar Mediterrâneo e fazem-se sentir na Europa do Sul: Portugal, Espanha,Grécia... um só combate, queremos as nossas vidas, basta de subjugação ao capitalismo selvagem.
A Manifestação de amanhã é mais um passo neste vasto combate que nos espera.
Compareçam e passem a palavra, a hora é de luta .
Os manifestantes, reunidos na Praça do Rossio, conscientes de que esta é uma acção em marcha e de resistência, acordaram declarar o seguinte:
Nós, cidadãos e cidadãs, mulheres e homens, trabalhadoras, migrantes, estudantes, pessoas desempregadas,reformadas, unidas pela indignação perante a situação política e social sufocante que nos recusamos a aceitar como inevitável, ocupámos as nossas ruas. Juntamo-nos assim àqueles que pelo mundo fora lutam hoje pelos seus direitos frente à opressão constante do sistema económico financeiro vigente. Não somos contra a política mas não representamos nenhum partido ou sindicato.
De Reiquiavique ao Cairo, de Wisconsin a Madrid, uma onda popular varre o mundo. Sobre ela, o silêncio e a desinformação da comunicação social, que não questiona as injustiças permanentes em todos os países,mas apenas proclama serem inevitáveis a austeridade, o fim dos direitos,o funeral da democracia.
A democracia real não existirá enquanto o mundo for gerido por uma ditadura financeira. O resgate assinado nas nossas costas com o FMI e UE sequestrou a democracia e as nossas vidas. Nos países em que intervém por todo o mundo, o FMI leva a quedas brutais da esperançamédia de vida. O FMI mata! Só podemos rejeitá-lo. Rejeitamos que noscortem salários, pensões e apoios, enquanto os culpados desta crise sãopoupados e recapitalizados. Porque é que temos de escolher viver entre
desemprego e precariedade? Porque é que nos querem tirar os serviços públicos, roubando-nos, através de privatizações, aquilo que pagámos a vida toda? Respondemos que não. Defendemos a retirada do plano da troika. A exemplo de outros países pelo mundo fora, como a Islândia,não aceitaremos hipotecar o presente e o futuro por uma dívida que não é nossa.
Recusamos aceitar o roubo de horizontes para o nosso futuro.
Pretendemos assumir o controlo das nossas vidas e intervir efectivamente em todos os processos da vida política, social e económica. Estamos a fazê-lo, hoje, nas assembleias populares reunidas.
Apelamos a todas as pessoas que se juntem, nas ruas, nas praças, em cada esquina, sob a sombra de cada estátua, para que, unidas e unidos, possamos mudar de vez as regras viciadas deste jogo.
Isto é só o início. As ruas são nossas.
Lisboa, 22 de Maio 2011
A Manifestação de amanhã é mais um passo neste vasto combate que nos espera.
Compareçam e passem a palavra, a hora é de luta .
Os manifestantes, reunidos na Praça do Rossio, conscientes de que esta é uma acção em marcha e de resistência, acordaram declarar o seguinte:
Nós, cidadãos e cidadãs, mulheres e homens, trabalhadoras, migrantes, estudantes, pessoas desempregadas,reformadas, unidas pela indignação perante a situação política e social sufocante que nos recusamos a aceitar como inevitável, ocupámos as nossas ruas. Juntamo-nos assim àqueles que pelo mundo fora lutam hoje pelos seus direitos frente à opressão constante do sistema económico financeiro vigente. Não somos contra a política mas não representamos nenhum partido ou sindicato.
De Reiquiavique ao Cairo, de Wisconsin a Madrid, uma onda popular varre o mundo. Sobre ela, o silêncio e a desinformação da comunicação social, que não questiona as injustiças permanentes em todos os países,mas apenas proclama serem inevitáveis a austeridade, o fim dos direitos,o funeral da democracia.
A democracia real não existirá enquanto o mundo for gerido por uma ditadura financeira. O resgate assinado nas nossas costas com o FMI e UE sequestrou a democracia e as nossas vidas. Nos países em que intervém por todo o mundo, o FMI leva a quedas brutais da esperançamédia de vida. O FMI mata! Só podemos rejeitá-lo. Rejeitamos que noscortem salários, pensões e apoios, enquanto os culpados desta crise sãopoupados e recapitalizados. Porque é que temos de escolher viver entre
desemprego e precariedade? Porque é que nos querem tirar os serviços públicos, roubando-nos, através de privatizações, aquilo que pagámos a vida toda? Respondemos que não. Defendemos a retirada do plano da troika. A exemplo de outros países pelo mundo fora, como a Islândia,não aceitaremos hipotecar o presente e o futuro por uma dívida que não é nossa.
Recusamos aceitar o roubo de horizontes para o nosso futuro.
Pretendemos assumir o controlo das nossas vidas e intervir efectivamente em todos os processos da vida política, social e económica. Estamos a fazê-lo, hoje, nas assembleias populares reunidas.
Apelamos a todas as pessoas que se juntem, nas ruas, nas praças, em cada esquina, sob a sombra de cada estátua, para que, unidas e unidos, possamos mudar de vez as regras viciadas deste jogo.
Isto é só o início. As ruas são nossas.
Lisboa, 22 de Maio 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
CONTRA A VIOLÊNCIA POLICIAL
A violência policial é uma constante, não fosse a polícia a guarda pretoriana do sistema e dos seu governos. Desde a sua existência os seus ataques tem sempre como alvo os trabalhadores,os desprotegidos e todos aqueles que se levantem em luta e ponham a nu o caracter explorador desta sociedade.
De passagem referimos a campanha de branqueamento dos crimes da GNR, força policial herdada a partir da monarquia, no seu largo historial, 100 anos. Referimos, logo no ano em que se formou este corpo policial provocou a morte de 2 operários conserveiros em Setúbal. Catarina Eufémia, assalariada rural foi assassinada em Baleizão em pleno fascismo , Caravela e Casquinha, assalariados rurais assassinados aquando da repressão da reforma agrária. Estes alguns nomes entre muitos mortos provocados por esta força policial obscurantista que se pinta agora de cores humanistas , utilizando os dinheiros públicos numa campanha que esconde todo o seu passado tenebroso.
A PSP, polícia utilizada mais nas zonas urbanas, não fica nada atrás, os casos recentes são bem reveladores: coleccionam-se assassinatos, ou seja a polícia portuguesa pratica a pena de morte sem que tal esteja consignado nas leis que regem o país. A repressão sobre os trabalhadores, os actos diários de racismo e arrogância policial levam-nos a questionar que tipo de regime está vigente neste país.
Não podemos pactuar com uma sociedade cujas instituições são cúmplices muitas das vezes.
Reflectir, discutir conjuntamente, são passos importantes para por fim ao clima de medo.
De passagem referimos a campanha de branqueamento dos crimes da GNR, força policial herdada a partir da monarquia, no seu largo historial, 100 anos. Referimos, logo no ano em que se formou este corpo policial provocou a morte de 2 operários conserveiros em Setúbal. Catarina Eufémia, assalariada rural foi assassinada em Baleizão em pleno fascismo , Caravela e Casquinha, assalariados rurais assassinados aquando da repressão da reforma agrária. Estes alguns nomes entre muitos mortos provocados por esta força policial obscurantista que se pinta agora de cores humanistas , utilizando os dinheiros públicos numa campanha que esconde todo o seu passado tenebroso.
A PSP, polícia utilizada mais nas zonas urbanas, não fica nada atrás, os casos recentes são bem reveladores: coleccionam-se assassinatos, ou seja a polícia portuguesa pratica a pena de morte sem que tal esteja consignado nas leis que regem o país. A repressão sobre os trabalhadores, os actos diários de racismo e arrogância policial levam-nos a questionar que tipo de regime está vigente neste país.
Não podemos pactuar com uma sociedade cujas instituições são cúmplices muitas das vezes.
Reflectir, discutir conjuntamente, são passos importantes para por fim ao clima de medo.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Greve da Fome em Bragança
César Fernandes encontra-se há 6 dias em greve da fome em Bragança (Claustros da Sé) . Esta greve da fome foi motivada pelo facto de lhe ter sido retirado a sua pensão vitalícia, que lhe tinha sido atribuída pela segurança social em 1983.
domingo, 29 de maio de 2011
Acampada no Rossio
COMUNICADO DE IMPRENSA . 27.05.2011
“As ruas são nossas. Vamos limpá-las!”
Hoje, quando às 15h00 os participantes na manifestação da “Democracia Verdadeira, Já!” se concentrarem frente ao Cinema S. Jorge, na Avenida da Liberdade, para marchar até ao Rossio contra a “ditadura dos mercados”, não vão estar de mãos a abanar: vassouras e esfregonas vão ser empunhadas, e usadas. “Vamos limpar as ruas.” O acto, prático e profundamente simbólico, foi aprovado na concorrida Assembleia Popular de ontem, que decorre todos os dias no Rossio, pelas 19h00, desde que, no passado dia 19 de Maio, a “acampada” de Lisboa ocupou de forma permanente esta Praça de Lisboa.
A relação entre o acto de limpeza que os manifestantes pretendem hoje levar a cabo e aquilo que aconteceu na cidade espanhola de Barcelona é mais do que óbvia: ontem, Mossos d'Esquadra (elementos da polícia catalã) rodearam a Praça Catalunha e começaram a desalojar, “por motivos de higiene” os “indignados” (membros do movimento 15M) que aí estavam concentrados há 12 dias. Da operação violenta resultaram 120 feridos. “Vamos mostrar que não precisamos que venham limpar as nossas ruas”, afirmou-se ontem no Rossio.
Vários foram as referências à brutal repressão e muitas foram as palavras de solidariedade para com “nuestros hermanos”, que ontem se fizeram ouviram durante a Assembleia Popular. Numa manifestação de apoio ao ocorrido, o grupo aprovou mesmo o visionamento dos vídeos da carga policial, que foram vistos em silêncio depois da Assembleia. “Assim se asfixia a democracia”, revoltava-se um dos acampados. (um dos vídeos da repressão:http://www.youtube.com/watch?v=Geg_6Xoy04s)
“Isto é a Democracia ao vivo, não é a democracia morta”, afirmou ontem ao microfone da Assembleia Boaventura Sousa Santos, director do Centro de Documentação do 25 de Abril, numa visita de apoio à acampada do Rossio. “Se as portas de alguma concepção da Democracia mais estreita se vos fecham, estais totalmente legitimados para abrir outras portas, pacíficas, que são estas.” (vídeo da participação: http://www.youtube.com/watch?v=OSLsaXb9U1Y)
Ainda durante os trabalhos, foi aprovada a inclusão no 1º Manifesto do Rossio a seguinte frase: “Não somos contra a política, mas não representamos nenhum partido ou sindicato.” Chumbada foi a proposta de convidar os partidos portugueses para estarem presentes no Rossio.
Foram ainda criados dois novos grupos de debate: um para discutir formas de replicar o movimento noutras cidades portuguesas; e outro com o objectivo de discutir a revogabilidade dos mandatos dos políticos e o fim da imunidade política. Ontem, o tema em discussão viva no grupo de debate era a “Democracia Representativa / Democracia Participativa / Directa.”
Fez-me também um apelo à participação na manifestação de segunda-feira contra o Dia da Defesa Nacional, contra as operações militares no estrangeiro e a favor de uma redução dos custos militares.
Permacultura, Economia, Meio Ambiente, Recolha de Informação sobre países onde actuou o FMI, Soberania Alimentar, Urbanismo e Habitação são os novos grupos que hoje se juntam aos que ontem trabalharam no Rossio até de madrugada: Manifesto, Acção Directa, Coordenação Interna, Manifestação, Logística, Grupo de Debate e Comunicação.
A cada dia intensificam-se os apelos de apoio logístico: água, leite, azeite, frutas, vegetais, pão, leguminosas, feijão, grão, milho, ervilhas, batatas, alhos, cebolas, cereais, bolachas, geleiras, sacos térmicos, latas de conserva, corda grossa, lonas e plásticos para proteger do sol e da chuva, cavaletes, carregadores solares de baterias, sofás, cadeiras, etc..
Mas, acima de tudo, precisamos de todos aqueles não se sintam representados pelo actual sistema e que anseiem por uma verdadeira democracia.
“Isto é só o princípio!”
“As ruas são nossas. Vamos limpá-las!”
Hoje, quando às 15h00 os participantes na manifestação da “Democracia Verdadeira, Já!” se concentrarem frente ao Cinema S. Jorge, na Avenida da Liberdade, para marchar até ao Rossio contra a “ditadura dos mercados”, não vão estar de mãos a abanar: vassouras e esfregonas vão ser empunhadas, e usadas. “Vamos limpar as ruas.” O acto, prático e profundamente simbólico, foi aprovado na concorrida Assembleia Popular de ontem, que decorre todos os dias no Rossio, pelas 19h00, desde que, no passado dia 19 de Maio, a “acampada” de Lisboa ocupou de forma permanente esta Praça de Lisboa.
A relação entre o acto de limpeza que os manifestantes pretendem hoje levar a cabo e aquilo que aconteceu na cidade espanhola de Barcelona é mais do que óbvia: ontem, Mossos d'Esquadra (elementos da polícia catalã) rodearam a Praça Catalunha e começaram a desalojar, “por motivos de higiene” os “indignados” (membros do movimento 15M) que aí estavam concentrados há 12 dias. Da operação violenta resultaram 120 feridos. “Vamos mostrar que não precisamos que venham limpar as nossas ruas”, afirmou-se ontem no Rossio.
Vários foram as referências à brutal repressão e muitas foram as palavras de solidariedade para com “nuestros hermanos”, que ontem se fizeram ouviram durante a Assembleia Popular. Numa manifestação de apoio ao ocorrido, o grupo aprovou mesmo o visionamento dos vídeos da carga policial, que foram vistos em silêncio depois da Assembleia. “Assim se asfixia a democracia”, revoltava-se um dos acampados. (um dos vídeos da repressão:http://www.youtube.com/watch?v=Geg_6Xoy04s)
“Isto é a Democracia ao vivo, não é a democracia morta”, afirmou ontem ao microfone da Assembleia Boaventura Sousa Santos, director do Centro de Documentação do 25 de Abril, numa visita de apoio à acampada do Rossio. “Se as portas de alguma concepção da Democracia mais estreita se vos fecham, estais totalmente legitimados para abrir outras portas, pacíficas, que são estas.” (vídeo da participação: http://www.youtube.com/watch?v=OSLsaXb9U1Y)
Ainda durante os trabalhos, foi aprovada a inclusão no 1º Manifesto do Rossio a seguinte frase: “Não somos contra a política, mas não representamos nenhum partido ou sindicato.” Chumbada foi a proposta de convidar os partidos portugueses para estarem presentes no Rossio.
Foram ainda criados dois novos grupos de debate: um para discutir formas de replicar o movimento noutras cidades portuguesas; e outro com o objectivo de discutir a revogabilidade dos mandatos dos políticos e o fim da imunidade política. Ontem, o tema em discussão viva no grupo de debate era a “Democracia Representativa / Democracia Participativa / Directa.”
Fez-me também um apelo à participação na manifestação de segunda-feira contra o Dia da Defesa Nacional, contra as operações militares no estrangeiro e a favor de uma redução dos custos militares.
Permacultura, Economia, Meio Ambiente, Recolha de Informação sobre países onde actuou o FMI, Soberania Alimentar, Urbanismo e Habitação são os novos grupos que hoje se juntam aos que ontem trabalharam no Rossio até de madrugada: Manifesto, Acção Directa, Coordenação Interna, Manifestação, Logística, Grupo de Debate e Comunicação.
A cada dia intensificam-se os apelos de apoio logístico: água, leite, azeite, frutas, vegetais, pão, leguminosas, feijão, grão, milho, ervilhas, batatas, alhos, cebolas, cereais, bolachas, geleiras, sacos térmicos, latas de conserva, corda grossa, lonas e plásticos para proteger do sol e da chuva, cavaletes, carregadores solares de baterias, sofás, cadeiras, etc..
Mas, acima de tudo, precisamos de todos aqueles não se sintam representados pelo actual sistema e que anseiem por uma verdadeira democracia.
“Isto é só o princípio!”
Lisboa mete água
Lisboa é uma cidade vulnerável, qualquer chuva mais abundante provoca o caos. Ontem dia 28 de Maio, 15 minutos de chuva intensa geraram inundações, mais alguns minutos teriamos que andar de bote em pleno Rossio.
O pequeno filme é ilustrativo do que se afirma, revelando que os políticos camarários têm nos seus horizontes outras preocupações, que não os municipes.
O pequeno filme é ilustrativo do que se afirma, revelando que os políticos camarários têm nos seus horizontes outras preocupações, que não os municipes.
FMI FORA DAQUI
FMI, hino anti-capitalista da autoria de José Mário Branco.
29 anos depois do seu lançamento, a sua actualidade está presente e é um incentivo ao combate contra a presença em Portugal destes abutres causadores da infelicidade dos povos.
29 anos depois do seu lançamento, a sua actualidade está presente e é um incentivo ao combate contra a presença em Portugal destes abutres causadores da infelicidade dos povos.
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