sábado, 6 de outubro de 2012
A Revolta está na rua . As manifestações sucedem-se .
As manifestações sucedem-se todos os dias contra a política de austeridade de um governo da traição , lacaio da tróika. trata-se de um governo desacreditado e em fuga perante as promessas eleiçoeiras e as práticas de completa submissão, só tem como saída a rua e quanto antes .
Ontem a parir das 17 horas realizou-se uma maifestação de protesto contra a política do governo junto a S. Bento com a presença de centenas de pessoas na sua esmagadora maioria jovens, aqueles a quem o Cavaco Silva se dirigiu hipócritamente nas cerimónias do 5 de Outubro, são precisamente estes onde lavra a maior percentagem de desemprego e o seu futuro está ameaçado.
Mais uma vez foi visível a presença já grotesca de um número elevado de polícia, já em fase de desmobilização havia um polícia por cada manifestante, ridículo senão provocatório para o povo que diáriamente é assaltado pelo governo .
Foram detidos, já em plena noite 7 pessoas e 5 identificados sob argumento do derrube das grades que impedem o acesso á escadaria e por arremesso de objetos .
O Povo Unido nunca mais será vencido !
Dia 4 de Outubro cerca de meio milhar de pessoas manifestam-se junto á residência de Passos em S.Bento contra a política de austeridade .
A políticas criminosas do presente governo refletem-se em toda a vida do povo: a saúde , o ensino, a segurança social que existe cada vez menos... também a cultura vê-se alvo de ataques , a foto abaixo da fachada da sede da Confederação das Coletividades de Cultura e Recreio simboliza o luto .
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Comemorações do 102º aniversário da República - Luisa Trindade refletiu a voz de milhões
O ridículo esteve presente e o povo é que paga : cerimónias claustrofóbicas, carros e carros oficiais para transportar os senhores, as seguranças e as polícias aos molhos a condicionar qualquer apróximação de gente, falamos de contribuintes que pagam todos estes luxos . Trocaram a tradicional Praça do Município pelo pátio da Galé, mas mesmo assim a revolta invadiu esse espaço: Luisa Trindade exteorizou a sua revolta, tentando aproximar-se do Presidente da República no que foi intercetada pela segurança e levada para o exterior. Luisa recebe mensalmente 224 euros, só a ajuda do filho permite que sobreviva. Ainda no pátio foi audível a voz da cantora lírica Ana Maria Pinto que entoou a canção "firmeza" de Lopes Graça .
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| O hastear da bandeira ao contrário, a confusão está instalada |
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
CGTP CONVOCA GREVE GERAL PARA 14 DE NOVEMBRO
"A decisão saiu do Conselho Nacional da Intersindical desta quarta-feira e foi tornada pública já depois de o ministro das Finanças anunciar um agravamento do IRS no próximo ano, uma das medidas que o Governo incluirá na proposta de Orçamento para 2013 para cumprir a meta do défice de 4,5% do PIB.
Na resolução onde anuncia a convocação da greve geral, a CGTP chama “mentiroso” ao Governo, considerando que “depois de arruinar a vida de milhares de famílias, já anunciou hoje que vai inscrever no Orçamento de Estado para 2013 mais medidas dirigidas ao roubo nos salários e ao agravamento da carga fiscal para os trabalhadores, os reformados e pensionistas e as famílias em geral”.
A CGTP apela “a todos os sindicatos” e aos trabalhadores para se associarem à greve, sem fazer qualquer referência à possibilidade de ter consigo na organização a UGT...
O Conselho Nacional é claro na resolução que divulgou esta tarde: “Portugal não pode continuar subjugado a um Governo que, assumindo a sua natureza de classe ao serviço do grande capital, assenta a sua governação no agravamento dos sacrifícios impostos aos trabalhadores e ao povo português”.
A greve, admitida por Arménio Carlos no sábado, acontece já depois da votação do orçamento na generalidade, mas ainda antes da votação final global, a 27 de Novembro. Até à paralisação, estão agendadas outras acções, a começar já esta quinta-feira.
Uma concentração em frente à residência oficial do primeiro-ministro está prevista para esta quinta-feira, às 18h, “contra as medidas de austeridade” anunciadas pelo executivo de coligação.
A partir de sexta-feira e até 13 de Outubro, a CGTP vai promover a iniciativa “Grande Marcha Contra o Desemprego” em várias cidades.
Notícia substituída às 18h31 e actualizada às 18h56
Despacho da Lusa substituído por notícia própria do PÚBLICO."
Na resolução onde anuncia a convocação da greve geral, a CGTP chama “mentiroso” ao Governo, considerando que “depois de arruinar a vida de milhares de famílias, já anunciou hoje que vai inscrever no Orçamento de Estado para 2013 mais medidas dirigidas ao roubo nos salários e ao agravamento da carga fiscal para os trabalhadores, os reformados e pensionistas e as famílias em geral”.
A CGTP apela “a todos os sindicatos” e aos trabalhadores para se associarem à greve, sem fazer qualquer referência à possibilidade de ter consigo na organização a UGT...
O Conselho Nacional é claro na resolução que divulgou esta tarde: “Portugal não pode continuar subjugado a um Governo que, assumindo a sua natureza de classe ao serviço do grande capital, assenta a sua governação no agravamento dos sacrifícios impostos aos trabalhadores e ao povo português”.
A greve, admitida por Arménio Carlos no sábado, acontece já depois da votação do orçamento na generalidade, mas ainda antes da votação final global, a 27 de Novembro. Até à paralisação, estão agendadas outras acções, a começar já esta quinta-feira.
Uma concentração em frente à residência oficial do primeiro-ministro está prevista para esta quinta-feira, às 18h, “contra as medidas de austeridade” anunciadas pelo executivo de coligação.
A partir de sexta-feira e até 13 de Outubro, a CGTP vai promover a iniciativa “Grande Marcha Contra o Desemprego” em várias cidades.
Notícia substituída às 18h31 e actualizada às 18h56
Despacho da Lusa substituído por notícia própria do PÚBLICO."
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Prós e prós - lavagem da repressão policial
Ontem fomos obsequiados por mais um programa nauseabundo que dá pelo nome de "prós e contras" isto na RTP 1, um programa orquestrado pela sr.a Fátima Santos Ferreira .
A presença de dois ex-ministros da admnistração interna, de um general destacado do aparelho militar e um sociólogo no mesmo prato da balança, diz tudo quanto ao tipo de democracia reinante entre nós.
Foi mais que evidente que tivemos perante uma farsa,sempre a branquear a actuação das polícias no decurso das grandes manifestações que tiveram lugar dias 15, 21 e 29 de Setembro .
Do que é que o sistema tem medo ? Realmente eles têm medo de tantos crimes que praticam todos dias, a resposta virá... E por isso socorrem-se de todos os expedientes para branquear uma política que está condenada ao fracasso e por mais polícias que possam ter hão-de cair do pedestral.
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Inversão de papéis . O "abraço" do polícia a uma menina dia 15 S em S.Bento, este não teve a relevância dos média nem dos fotografos de eleição . ...
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Inversão de papéis . O "abraço" do polícia a uma menina dia 15 S em S.Bento, este não teve a relevância dos média nem dos fotografos de eleição . ...
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
António Borges mentiu descaradamente quando afirmou que as despesas com pessoal na Administração Pública representam 80% das despesas totais
Por Eugénio Rosa em Resistir.info
Um dos aspectos que caracteriza o
comportamento dos grandes órgãos da comunicação social em Portugal, e mesmo de
certos jornalistas, é o de promoverem personalidades de direita em grandes
autoridades sobre certas matérias para que depois as suas opiniões sejam aceites
pela opinião pública como verdades indiscutíveis. É um processo clássico de
manipulação da opinião pública, que Philippe Breton, professor na Universidade
de Paris-Sorbonne, no seu livro A
Palavra Manipulada designa por " argumento de autoridade "
Segundo este investigador, " este argumento baseia-se na confiança depositada
numa autoridade em nome do principio de que não podemos verificar por nós
próprios tudo quantos nos é apresentado " (2001:pág. 94).
Tudo isto vem a propósito de Antonio Borges, conselheiro do governo para as privatizações, bem pago com dinheiro dos contribuintes, que simultaneamente também é administrador da Jerónimo Martins. A comunicação social afeta ao governo tem procurado fazer passar este "senhor", junto da opinião pública, como um grande professor de economia e um experiente gestor (formado na escola da Goldman Sachs e do FMI). Por isso interessa analisar, até pela importância que ele tem junto deste governo, a credibilidade técnica e cientifica das afirmações do referido "senhor", nomeadamente as feitas no dia 29/9/2012; portanto, não é o aspecto se são ou não convenientes. No I Fórum Empresarial do Algarve, em que participou, António Borges declarou à comunicação social que " a medida [Taxa Social Única (TSU)] é extremamente inteligente, acho que é. Os empresários que se apresentaram contra a medida são completamente ignorantes, não passariam do primeiro ano do meu curso na universidade " e, a propósito de baixar os salários nominais, que " as despesas com trabalhadores na Administração Pública representavam 80% das despesas Totais " (RTP, 29/9/2012). A primeira afirmação (ofender os patrões) provocou grande alarido na comunicação social, mas a segunda (ofender os trabalhadores) não causou qualquer reacção, apesar de ser mentira e ser repetida pelo patrão da Jerónimo Martins no dia seguinte nas declarações que fez no Telejornal das 13h da RTP, passando como verdadeiras e alimentando a campanha contra os trabalhadores da Função Pública. Por isso, iremos começar por elas. ANTÓNIO BORGES É UM IGNORANTE E MENTIU DESCARADAMENTE QUANDO AFIRMOU QUE A DESPESA COM PESSOAL NA ADMINISTRAÇÃO PUBLICA ERA 80% DA DESPESA TOTAL O quadro 1, construído com dados constantes do Relatório que acompanhou a proposta de Orçamento do Estado para 2012 elaborado pelo actual governo, portanto dados oficiais, mostra que António Borges mentiu descaradamente quando afirmou que as despesas com Pessoal na Administração Pública representam 80% da despesa total Quadro 1 – Despesa Total e Despesa com Pessoal nas Administrações Públicas – 2010/2012
As despesas com Pessoal nas Administrações Públicas (Central,
Local e Regional) representam, em 2012, 21,3% das Despesas Totais das
Administrações Públicas em Portugal, segundo dados do próprio Ministério das
Finanças, e não 80% como afirmou António Borges, Em relação ao Estado, ou seja,
a Administração Central, as despesas com Pessoal representam, em 2012, apenas
18,8% da Despesa Total. Se a analise for feita às "Remunerações certas e
permanentes" conclui-se que, em 2012, as remunerações na Administração Central
(Estado) representam apenas 14,5% das despesas totais do Estado. António Borges
ao afirmar que elas representavam 80% revela ignorância total, e mostra que não
conhece nem estuda minimamente os assuntos de que fala, estando mais interessado
em utilizar a mentira na campanha contra os trabalhadores da Administração
Pública com o objectivo de justificar os ataques do governo ao seus direitos e
às suas condições de vida. São personalidades deste tipo, com este estofo
técnico e ético, que certa comunicação social e certos jornalistas promovem a
grandes autoridades.
A DESCIDA DAS CONTRIBUIÇÕES PATRONAIS PARA A SEGURANÇA SOCIAL NÃO ERA "UMA MEDIDA EXTREMAMENTE INTELIGENTE" COMO AFIRMOU ANTÓNIO BORGES Se António Borges estudasse minimamente os assuntos de que fala, concluiria também que a diminuição da TSU (Taxa Social Única) paga pelas empresas para a Segurança Social não era uma medida inteligente, pois não teria quaisquer efeitos na competitividade das empresas, determinando apenas a transferência directa de 2.200 milhões € dos bolsos dos trabalhadores para os bolsos dos patrões, reduzindo a procura agregada, o que agravaria a situação económica e financeira de centenas de milhares de empresas que vivem do mercado interno. E para concluir isso bastaria que analisasse a estrutura de custos das empresas portuguesas. O quadro 2, construído com dados divulgados pelo INE sobre a estrutura de custos das empresas não financeiras em Portugal mostra, de uma forma quantificada, os reduzidos efeitos de tal medida. Quadro 2 – Estrutura de custos das empresas não financeiras, e redução de custos determinada por uma redução de 5,7 pontos percentuais nas contribuições das empresas para a Segurança Social
Se António Borges conhecesse a estrutura de custos das empresas
não financeiras portuguesas saberia que uma redução de 5,75 pontos percentuais
na taxa de contribuições patronais para a Segurança Social (passar de 23,75%
para 18%) provocaria uma redução de apenas 1,1% nos custos totais das empresas
portuguesas. Mesmo entrando com efeitos indirectos, a redução situar-se, para as
empresas exportadoras, entre 1,5% e 2,4% (depende do sector), segundo cálculos
que fizemos utilizando os dados de um estudo divulgado pelo próprio governo em
2011. É evidente para todos os leitores que não seria com tal medida que se
aumentaria a competitividade das empresas portuguesas. E isto porque, por um
lado, tal redução de custos é irrisória e ridícula e, por outro lado, é
facilmente anulada com qualquer variação positiva (apreciação) da taxa de câmbio
do euro. Por ex., entre 30 de Agosto e 12 de Setembro de 2012, o euro
valorizou-se em 2,3% em relação ao dólar, o que seria mais que suficiente para
anular aquela redução de custos. A única justificação que encontramos para as
afirmações de António Borges ao chamar ignorantes os empresários que se opuseram
à baixa da TSU das empresas à custa do aumento dos descontos pagos pelos
trabalhadores, é que eles poderiam meter no bolso assim, com a ajuda do próprio
governo, 2.200 milhões € aumentando os seus lucros, e não quiseram. No entanto,
António Borges, se tivesse alguns conhecimentos consistentes de economia
portuguesa certamente saberia que mais uma redução da procura interna, quando a
maioria das empresas já não conseguem vender o pouco que produzem, teria
consequências dramáticas no tecido empresarial português, lançando muitos
milhares de empresas na falência e fazendo aumentar ainda mais o desemprego, o
que determinaria uma maior contracção do mercado interno. Mas esta "economista",
formado na escola da Goldman Sachs e do FMI, transformado por certa comunicação
social em "guru", parece não conhecer este princípio elementar da economia.
Utilizando as próprias palavras de Antonio Borges, podia-se dizer com propriedade que seria o próprio António Borges que " não passaria no 1º ano de um curso de economia da universidade". No entanto, as afirmações de António Borges têm o mérito, como consequência da sua ingenuidade, de expressar publicamente, tornando assim claros para a opinião pública, os objectivos e a credibilidade técnica deste governo e desta maioria PSD/CDS.
30/Setembro/2012
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domingo, 30 de setembro de 2012
O Terreiro do Povo exige a Greve Geral .
Video da SIC sobre a grande Manifestação dia 29 em Lisboa
Comunicado do Circulo Revolucionário distribuído no decurso da Grandiosa Manifestação
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Contra a criminilazição do protesto social !
Passamos a divulgar o comunicado do RDA69, com qual estamos de acordo e subscrevemos pelo significado que tem quanto á democracia que emigrou há muito , vivendo-se um clima fascizante .
Contra a criminalização do protesto social. Texto aberto à subscrição.
Têm surgido em órgãos de comunicação social diversas referências ao RDA69, ao GAIA e aos Ritmos de Resistência, que atribuem a estas associações e aos seus associados qualificativos como “radicais violentos”, “activistas anarquistas” ou “militantes perigosos”. Este conjunto de peças jornalísticas – nomeadamente as publicadas no Diário de Notícias e no Correio da Manhã – veicula várias informações falsas, com o intuito de criar um clima alarmista e permitir uma escalada repressiva contra os movimentos sociais.
Rejeitamos o processo de criminalização de indivíduos e grupos que integram o amplo movimento de contestação à austeridade e ao processo de devastação social em curso. Responsabilizamos o Governo e os defensores das imposições da troika pelas situações de violência ocorridas nas ruas das nossas cidades ao longo do último ano e meio. Confrontadas com uma resistência generalizada e uma gigantesca contestação popular, as autoridades desenvolvem uma grosseira encenação, em busca de bodes expiatórios, de maneira a encobrir o facto de se ter tornado insustentável o que ainda há pouco era apresentado como inevitável. O seu desespero é já um sinal da nossa força.
Repudiamos todas as tentativas de atribuir a uns poucos o que é da responsabilidade de todos. Somos tão radicais como os tempos que correm e o nosso único crime é a determinação com que continuaremos a resistir a todas as formas de injustiça e opressão. Violento é o desemprego e a exploração. Violenta é a miséria e a emigração forçada. Violenta é a ordem social que contestamos e a repressão que a sustenta.
Que se lixe a troika, queremos as nossas vidas.
SUBSCRIÇÕES COLECTIVAS:
ASSEMBLEIA POPULAR DA GRAÇA E ARREDORES, ASSOCIAÇÃO CONTRA A EXCLUSÃO PELO DESENVOLVIMENTO (ACED), CASA DA HORTA – ASSOCIAÇÃO CULTURAL, GAIA – GRUPO DE ACÇÃO E INTERVENÇÃO AMBIENTAL, GRUPO TRANSEXUAL PORTUGAL, EXÉRCITO DE DUMBLEDORE, EDIÇÕES ANTIPÁTICAS, INDIGNADOS DE LISBOA, LIBERDADE 365, MOVIMENTO SEM EMPREGO, PAGAN, PANTERAS ROSA – FRENTE DE COMBATE À LESBIGAYTRANSFOBIA, PROJECTO270, RDA69, REVISTA RUBRA, RITMOS DA RESISTÊNCIA, UMAR – UNIÃO DE MULHERES ALTERNATIVA E RESPOSTA, UNIPOP, UNCUT PORTUGAL.
O RDA69 deseja ainda agradecer a todos os colectivos, blogues e pessoas que se solidarizaram através de textos próprios ou através da divulgação do comunicado.
Pessoas e colectivos que desejem acrescentar o seu nome a esta lista contactem por favor o RDA69 através de rdanjos69@gmail.com colocando “comunicado” ou “subscrição” no assunto do e-mail.”
Contra a criminalização do protesto social. Texto aberto à subscrição.
Têm surgido em órgãos de comunicação social diversas referências ao RDA69, ao GAIA e aos Ritmos de Resistência, que atribuem a estas associações e aos seus associados qualificativos como “radicais violentos”, “activistas anarquistas” ou “militantes perigosos”. Este conjunto de peças jornalísticas – nomeadamente as publicadas no Diário de Notícias e no Correio da Manhã – veicula várias informações falsas, com o intuito de criar um clima alarmista e permitir uma escalada repressiva contra os movimentos sociais.
Rejeitamos o processo de criminalização de indivíduos e grupos que integram o amplo movimento de contestação à austeridade e ao processo de devastação social em curso. Responsabilizamos o Governo e os defensores das imposições da troika pelas situações de violência ocorridas nas ruas das nossas cidades ao longo do último ano e meio. Confrontadas com uma resistência generalizada e uma gigantesca contestação popular, as autoridades desenvolvem uma grosseira encenação, em busca de bodes expiatórios, de maneira a encobrir o facto de se ter tornado insustentável o que ainda há pouco era apresentado como inevitável. O seu desespero é já um sinal da nossa força.
Repudiamos todas as tentativas de atribuir a uns poucos o que é da responsabilidade de todos. Somos tão radicais como os tempos que correm e o nosso único crime é a determinação com que continuaremos a resistir a todas as formas de injustiça e opressão. Violento é o desemprego e a exploração. Violenta é a miséria e a emigração forçada. Violenta é a ordem social que contestamos e a repressão que a sustenta.
Que se lixe a troika, queremos as nossas vidas.
SUBSCRIÇÕES COLECTIVAS:
ASSEMBLEIA POPULAR DA GRAÇA E ARREDORES, ASSOCIAÇÃO CONTRA A EXCLUSÃO PELO DESENVOLVIMENTO (ACED), CASA DA HORTA – ASSOCIAÇÃO CULTURAL, GAIA – GRUPO DE ACÇÃO E INTERVENÇÃO AMBIENTAL, GRUPO TRANSEXUAL PORTUGAL, EXÉRCITO DE DUMBLEDORE, EDIÇÕES ANTIPÁTICAS, INDIGNADOS DE LISBOA, LIBERDADE 365, MOVIMENTO SEM EMPREGO, PAGAN, PANTERAS ROSA – FRENTE DE COMBATE À LESBIGAYTRANSFOBIA, PROJECTO270, RDA69, REVISTA RUBRA, RITMOS DA RESISTÊNCIA, UMAR – UNIÃO DE MULHERES ALTERNATIVA E RESPOSTA, UNIPOP, UNCUT PORTUGAL.
O RDA69 deseja ainda agradecer a todos os colectivos, blogues e pessoas que se solidarizaram através de textos próprios ou através da divulgação do comunicado.
Pessoas e colectivos que desejem acrescentar o seu nome a esta lista contactem por favor o RDA69 através de rdanjos69@gmail.com colocando “comunicado” ou “subscrição” no assunto do e-mail.”
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Cerco ao parlamento espanhol violentamente reprimido pela polícia
Violentas cargas policiais abateram-se esta noite sobre os manifestantes que cercavam o parlamento espanhol, causando cerca de 60 feridos , havendo ainda a registar 26 detidos. Exigem os manifestantes a demissão do governo, lá como cá o combate ao capitalismo intensifica-se face á avalanche de medidas anti-sociais .
Por mais contigentes policiais que reunam não vão conseguir apagar a chama da revolta dos povos .
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Amanhã a partir das 18 horas todos a Belém, A luta continua !
"Concentração: Reunião do Conselho de Estado
No dia 15 de Setembro o país tomou as ruas para dizer
BASTA!, naquelas que foram as maiores manifestações populares desde o 1º de Maio
de 1974. Exigimos o rasgar do memorando da Troika e a demissão deste governo
troikista.
Se o governo não escuta, que escute o Presidente da República e o seu Conselho de Estado.
Não é não!
Não queremos apenas mudanças de nomes, queremos mudanças de facto. A 21 de Setembro iremos concentrarmo-nos junto ao Palácio de Belém para demonstrar que 15 de Setembro não foi uma mera catarse colectiva, mas um desejo extraordinário de MUDANÇA DE RUMO!
A Luta Continua!
Que se Lixe a Troika! Que se Lixem os Troikistas! Queremos as Nossas Vidas! "
Se o governo não escuta, que escute o Presidente da República e o seu Conselho de Estado.
Não é não!
Não queremos apenas mudanças de nomes, queremos mudanças de facto. A 21 de Setembro iremos concentrarmo-nos junto ao Palácio de Belém para demonstrar que 15 de Setembro não foi uma mera catarse colectiva, mas um desejo extraordinário de MUDANÇA DE RUMO!
A Luta Continua!
Que se Lixe a Troika! Que se Lixem os Troikistas! Queremos as Nossas Vidas! "
Dia 15 pode ter sido o despedimento de Passos e Portas
Passaram alguns dias, cinco, da realização da grandiosa manifestação que envolveu um número significativo de portugueses, somando 800 mil a 1 milhão de manifestantes, a maior manifestação realizada depois do 1º de Maio de 1974.
Tratou-se de uma manifestação combativa, polvilhada de vários extratos sociais; trabalhadores, imigrantes, desempregados, reformados, jovens, deficientes, pequenos comerciantes, pequenos patrões, intelctuais... unia-os o repúdio pelos acordos com a tróika e as medidas terroristas apresentadas pelo primeiro ministro que a serem postas em prática se traduziriam na ruína do país a muito curto prazo.
Tratou-se de uma manifestação que provou que o povo português está vivo e decidido a lutar pelos seus interesses.
Temos assistido nestes útlimos dias a toda a espécie de jogos dos políticos do poder com o apoio de determinada comunicação social a procurar desvalorizar esta importante acção , permitido-se dizer com alguma frequência que estão legitimados pelo voto e que as mobilizações de rua não têm significado . Puro engano, são tolos e como lacaios da tróika devem ser demitidos, a sua imcompetência há muito foi vista .
O ganho que consistiu na força do povo patente nas largas dezenas de manifestações não pode ser ignorada e deve estar presente na luta que vai intensificar-se perante um poder que se afunda na incapacidade de satifazer as necessidades do nosso povo.
Tratou-se de uma manifestação combativa, polvilhada de vários extratos sociais; trabalhadores, imigrantes, desempregados, reformados, jovens, deficientes, pequenos comerciantes, pequenos patrões, intelctuais... unia-os o repúdio pelos acordos com a tróika e as medidas terroristas apresentadas pelo primeiro ministro que a serem postas em prática se traduziriam na ruína do país a muito curto prazo.
Tratou-se de uma manifestação que provou que o povo português está vivo e decidido a lutar pelos seus interesses.
Temos assistido nestes útlimos dias a toda a espécie de jogos dos políticos do poder com o apoio de determinada comunicação social a procurar desvalorizar esta importante acção , permitido-se dizer com alguma frequência que estão legitimados pelo voto e que as mobilizações de rua não têm significado . Puro engano, são tolos e como lacaios da tróika devem ser demitidos, a sua imcompetência há muito foi vista .O ganho que consistiu na força do povo patente nas largas dezenas de manifestações não pode ser ignorada e deve estar presente na luta que vai intensificar-se perante um poder que se afunda na incapacidade de satifazer as necessidades do nosso povo.
Algumas fotos e videos relativos á manifestação em Lisboa
terça-feira, 4 de setembro de 2012
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