terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Deutsche Bank - Um Banco de Todos os Terrores


Documento publicado pelo Circulo Revolucionário
 
O Deutsche Bank
Um Banco de Todos os Terrores­ - com Hitler ou Merkel

A visita indesejada de Angela Merkel, chanceler e gestora política do imperialismo alemão e do capital financeiro internacional, ao nosso país coloca naturalmente a questão: O que é que representa esta senhora? As suas políticas de subjugação económico-financeira têm atirado os trabalhadores, o povo e as comunidades do nosso país a um abismo social, económico e a um processo político acelerado de fascização. Fomos então vasculhar na história dos últimos cerca de noventa anos da Alemanha, tendo encontrado aspetos importantes, particularmente sobre o Deutsche Bank. Num artigo adaptado e aumentado com aspetos mais recentes, queremos divulgar os resultados que apurámos aos visitantes deste blogue.

Um relatório americano votado ao esquecimento

O Deutsche Bank pertenceu aos principais financiadores da ditadura fascista de Hitler e foi quem mais lucrou com este regime de terror e a II Guerra Mundial. É o que mostra, em mais de 400 páginas, o “Relatório do OMGUS” (Gabinete do Governo Militar dos EUA para Alemanha) de 1946/47, que fora elaborado pela Comissão de Finanças do Governo Militar ocupante dos EUA na Alemanha, após a capitulação do fascismo alemão em 1945.

Assim diz o “Relatório” que o Deutsche Bankutilizou o seu imenso poder na economia alemã para participar na execução da política criminosa do regime nazi no campo económico.” O banco tornou-se o maior da Europa durante a II Guerra Mundial abastecendo “o Império [Alemão-coautores] com fundos enormes para fins de rearmamento”, alargando “com muita agressividade” o seu poder nos territórios anexados pela Alemanha, lucrando especificamente com a expropriação das propriedades judaicas pelos nazis. “Recomendamos,” lê-se no prefácio, “que o Deutsche Bank seja liquidado.” Os membros da Direção devem ser “acusados e postos em tribunal como criminosos de guerra, os executivos do Deutsche Bank devem ser excluídos do exercício de posições importantes ou responsáveis na vida política e económica da Alemanha.”

Executivos do Deutsche Bank e os Nazis

Um desses responsáveis foi Hermann Josef Abs quem foi chamado em 1938 para integrar a direção do Deutsche Bank. Abs dispunha duma larga experiência de negócios com o estrangeiro e possuía a confiança dos líderes nazis aos quais também mandou oferecer meios financeiros substanciais. Assim, Himmler, o chefe do SS, a principal organização do terror industrializado nazi, recebeu 70.000 marcos por ano pelo Deutsche Bank. Terá sido como agradecimento pelos bons negócios com os campos de concentração?

Máquina de morte nazi

Com pleno conhecimento da Direção, o Deutsche Bank participou no financiamento do Campo de Concentração em Auschwitz (Polónia). Assim concedeu, entre outros, créditos para a construção dos estaleiros da ‘Divisão de Combate’ do SS em Auschwitz e da fábrica química de Buna, pertencente a IG Farben [um monopólio químico que, após a sua dissolução forçada no pós-guerra, deu lugar aos três famigerados monopólios de Bayer, BASF e Höchst coautor]. Abs também era membro do Conselho Fiscal da IG Farben onde lucrou com a produção do gás Zyklon B que serviu para assassinar industrialmente milhões de humanos nos campos de concentração. O Deutsche Bank concedeu ainda créditos a empresas que construíram crematórios, rampas e barracas em Auschwitz. Deste modo o banco e os seus membros do Conselho Fiscal ganhavam não apenas através da concessão dos créditos, mas também pela exploração dos trabalhadores forçados e pela venda do ouro dental de milhões de pessoas assassinadas nos campos de concentração – ouro dental esse que fora arrancado aos cadáveres e fundido em barras!

Apropriação de propriedades judaicas

Abs dispunha de relações estreitas com o Ministério de Economia alemão, fazia parte do Conselho do Banco do Império Alemão, pertencendo ainda a diversas comissões da Câmara Económica do Império Alemão. De forma decisiva, Abs estava metido na expropriação das empresas judaicas dentro da Alemanha e nos territórios ocupados. Era um negócio sem riscos. Os proprietários judeus foram obrigados a vender a sua empresa por uma ínfima parte do seu valor real. Aos compradores, muitas vezes administradores, o banco concedeu os créditos necessários. Desta forma, o Deutsche Bank ganhou duas vezes: por um lado, através da concessão do empréstimo e, por outro lado, tendo como novo cliente a nova firma “arianizada”.

Fortunas com a II Guerra Mundial

Os membros do Conselho Fiscal do Deutsche Bank exerciam funções de controle nos conselhos fiscais das empresas alemãs de armamento, como a Bosch, a Siemens, a Krupp, a Mannesmann, a Daimler Benz e a BMW. O próprio Abs ocupou, entre outros, lugares nos concelhos fiscais da IG Farben e das Deutsche Waffen- und Munitionsfabriken [empresa de fabrico de armas e munições – coautores]. Nas fábricas destes monopólios trabalhavam dezenas de milhares de trabalhadores forçados: maltratados e esfomeados, muitos deles não sobreviveram ao terror no trabalho.

Entre 1939 a 1944, o Deutsche Bank aumentou o seu volume de negócios em 171%! Mal que o exercito alemão fascista tivesse entrado na Áustria, o Deutsche Bank enviou um grupo de executivos para a Viena, com a finalidade de garantir o controle sobre o banco austríaco “Creditanstalt-Bankverein”. Após a formação do Protetorado da Boêmia e da Morávia, o Deutsche Bank saqueou o „Union-Bank“. Após o assalto fascista à Polónia surgiram várias filiais do Deutsche Bank nalgumas cidades polacas. Deste modo, o Deutsche Bank se espalhou por toda a Europa.

Derrota do Fascismo – o Deutsche Bank com “negócios como sempre”

Derrotado o fascismo alemão em 1945, mas ao contrário das recomendações do acima citado “Relatório” americano, nem o Deutsche Bank foi liquidado, nem Abs e outros destacados banqueiros foram responsabilizados pelo terror que incentivaram, apoiaram e com o qual arrancaram inimagináveis lucros às suas vítimas. O objetivo político dos aliados ocidentais sob liderança americana mudou depressa para a constituição da Alemanha-Ocidental como base económica, ideológica e militar dum “roll-back” ocidental contra os jovens países socialistas que então se estavam a formar na Europa, isto é, o desencadeamento duma ‘guerra santa’ contra o socialismo.

Foi deste modo que o banqueiro Abs voltou à Direção do Deutsche Bank e aos conselhos fiscais dos diversos monopólios alemães sob a sua influência, aliás, ainda em 2001, o próprio banqueiro chegou a ser homenageado publicamente, na Alemanha. O próprio Deutsche Bank nunca deixou de exercer a sua atividade, tendo ascendido ao banco mais influente na Europa e em muitas partes do mundo, atuando o governo alemão de Merkel como o seu ponto de lança estratégico.

Mudanças do poder económico-financeiro no mundo

Nos últimos cerca de 30 anos têm havido alterações significativas na estrutura do poder económico-financeiro a nível mundial, levando à formação e ao domínio do capital financeiro internacional, ou seja, o entrelaçamento entre a banca internacional, os fundos ou sociedades de investimento e os super-monopólios multinacionais e multisectoriais. Após a transformação capitalista completa do anterior ‘campo socialista’, o mundo inteiro tornou-se uma área de incursão sem limites para a finança internacional, através das suas instâncias internacionais, o FMI, o BCE, o G8/20, a OCDE, a Organização Internacional do Comércio, a UE etc. No entanto, mesmo com a existência de tantos organismos de “diálogo” institucionalizado, a concorrência passou a ser cada vez mais frenética entre os seus participantes: os ‘amigos’ do capital financeiro internacional afinal são profundos inimigos porque cada super-monopólio ou banco quer realizar o s e u lucro maximizado!

O Deutsche Bank – negócios sujos em todo o mundo

O banco movimenta-se à vontade nessa alcateia de lobos, aliás, por interesse próprio tem contribuído ativamente na criação dos seus organismos. Além dos seus ‘negócios de costume’, isto é, participações lucrativas em monopólios multinacionais alemães, americanos e noutros, tem entrado em áreas de especulação e de financiamento de negócios com efeitos terríveis para as populações de países e continentes inteiros. Para este banco os humanos existem apenas como cifras nas suas folhas de cálculo quando se trata apurar a sua rentabilidade ou o “shareholder value”, ist é, lucro.

A crise atual

Num debate televisivo, o banqueiro suíço Ackermann, ex-homem forte do Deutsche Bank e até há pouco, conselheiro principal da chanceler A. Merkel, descreveu o papel da banca na atual crise económico-financeira: ”Na crise da dívida existe uma corresponsabilidade dos bancos, primeiro, porque aumentamos ainda o endividamento dos estados através das ações de salvação e, de certeza, também porque, segundo, especialmente na Espanha e na Irlanda, enchemos a bolha no mercado imobiliário [sublinhado por nós] através da concessão muito generosa de créditos, o que agora tem de ser corrigido naturalmente.” ‘Natural’ para ele é obviamente que os acionistas e especuladores mantenham o seu nível de ganhos!

A brutalidade esclarecedora de Ackermann sobre as políticas financeiras do Deutsche Bank e do governo de Merkel mostra que a proclamada ‘salvação’ financeira do país pela via sacra neoliberal – como prega a fascizante corporação neoliberal de Passos Coelho, Gaspar e Portas - tem um efeito oposto, isto é, contribui apenas para o aumento do endividamento do nosso país. E não nos referimos ainda à imensurável miséria e morte que as impostas medidas causam nas populações. De resto, a ‘salvação’ – dos seus acionistas - já levou o Deutsche Bank a trocar as suas ações gregas por ações seguras com a garantia de ‘segurança pública’, ou seja, o banco privado socializou o seu ‘risco’ particular!

Especulação imobiliária

O Deutsche Bank está envolvido em movimentações imobiliárias especulativas em várias partes do mundo, como, por exemplo, nos EUA, na Espanha e na Irlanda. A imprensa portuguesa revelou que este banco foi comprando os prédios e esvaziando sucessivamente prédios dos seus habitantes de bairros inteiros em Los Angeles (EUA), com dezenas de milhares de pessoas pobres à procura de casas com rendas acessíveis. O único objetivo desta operação do banco era aumentar o valor dos imóveis e do terreno na bolsa.

Em Portugal, o banco criou as condições junto da banca portuguesa para inúmeras concessões de créditos lucrativos à habitação no país. Na altura da assinatura do contrato arrancou aos trabalhadores o que estes tinham nos bolsos, depois passou a servir-se do cofre do estado português através das medidas da Troika. Assim o banco ‘petisca, mas nunca arrisca’, ao contrário de que conta a lenda mistificadora sobre o ‘nobre ofício de risco pessoal do capitalista’. É sempre o estado burguês – grego, português,...alemão - que garante os seus lucros. Os trabalhadores, esses é que pagam antes e depois - em todos os países por onde passe a especulação mobiliária.

Financiamento de bombas de fragmentação e de armamento de guerra

Na linha da sua tradição bélica dos tempos nazis, o Deutsche Bank concedeu créditos para a construção de material bélico em vários países como, por exemplo, nos EUA. Assim as empresas de guerra americanas Textron Incorporated, General Dynamics e a Lookheed Martin Corporation, entre outros, receberam financiamento do Deutsche Bank para a construção das proscritas bombas de fragmentação (Heck 2012) com os conhecidos efeitos mutiladores terríveis nas pessoas.

Os estaleiros alemães que venderam os submarinos a Portugal, bem como à Grécia, à última com chantagem financeira do governo de Merkel, onde é que as empresas envolvidas, como os países compradores terão encontrado o financiamento necessário? São esses créditos que fazem hoje parte das “dívidas” que o capital financeiro e os seus respetivos governos-lacaios nos tentam cobrar a nós!

Especulação com a Fome no Mundo

O ”Foodwatch-Report de 2011”, o relatório duma organização não-governamental, observa as condições de financiamento, produção e distribuição dos bens alimentares no mundo. O relatório expõe como a pura especulação com o trigo, milho, arroz, óleos, leite e outros bens alimentares nas ‘bolsas de matérias-primas’ - pelo Deutsche Bank, Barclays, Morgan Stanley, UBS e Goldmann & Sachs - tem contribuído para o brutal aumento dos seus preços, tornando-se cada vez mais inacessível a alimentação para as populações pobres em grandes partes do mundo. Assim, dois mil milhões de pessoas, sobretudo de África, da Ásia e da América Central gastam já a maior parte do seu rendimento na alimentação. Desnutrição, fome e morte são as consequências mais cruéis do aumento dos preços, tendo levado as massas populares de 61 países a revoltarem-se em 2008. As sublevações contra a fome e repressão mais conhecidas entre nós receberam a designação mistificadora de ‘Primavera Árabe’.

Além da mera especulação bolsista, o Deutsche Bank, à semelhança dos outros, entrou também no comércio-especulação com matérias primas, também alimentares, através da compra e do armazenamento em grandes depósitos, navios-depósitos ou condutas, forçando a subida dos preços dos produtos através do seu rareamento sistemático nos mercados.

Expropriação de terras em África, Ásia e Ámerica Latina

Através dos seus DWS-Fonds e da Deutsche Asia Pacific Holding, um joint-venture do Deutsche Bank, este banco faz investimentos em terrenos no Congo, na Tanzânia, na África do Sul. no México, na Índia, no Laos, no Vietname etc. (Heck 2012). A ‘compra’ de terras passa pela associação a governos centrais ou locais dos respetivos países para garantir a expropriação e o afastamento efetivos dos pequenos camponeses que são expulsos violentamente das suas propriedades. Assim perdem o seu sustento, vagueando nas periferias das grandes cidades, tornando-se vítimas duplas da especulação alimentar e da especulação à volta das suas terras. Os seus terrenos são juntados em terrenos de grande dimensão que servem como exploração lucrativa aos monopólios agrícolas ocidentais e outros.

Fontes:
- An ihren Händen klebt Blut [Há sangue nas suas mãos],” (2009), Rote Fahne – URL: http://www.rf-news.de/2009/kw53/an-ihren-haenden-klebt-blut-die-deutsche-bank-im-faschismus
- Foodwatch (2011). “Foodwatch-Report 2011.” Berlim – URL: http://foodwatch.de
- Heck, M. (2012). “Profit macht hungrig [Lucro faz fome],” Kontext – URL: http://www.kontextwochenzeitung.de/no_cache/newsartikel/2012/05/profit-macht-hungrig
- US Military Government in Germany. Finance Commission (1946/7). “OMGUS Report.”
- vários artigos ou notícias em diários portugueses sobre o Deutsche Bank a respeito da especulação imobiliária e de ações e processos em múltiplos tribunais etc. (2011/12)

Novembro 2012

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

FORA DAQUI - MERKEL - RAUS HIER !

Comunicado do Circulo revolucionário
 Cá vem ela … declarar o seu fraquinho humanista pelo nosso sofrimento, no entanto, apresentará como intocáveis as medidas de destruição e repressão, roubo, desemprego, miséria, até de morte, do FMI, BCE e UE. Depois vai dar palmadinhas nas costas de Passos Coelho, chefe nacional do protetorado em que se tornou Portugal. Ao vice-chefe Portas, esse ‘nacionalista’ antigermânico convicto, talvez agradeça com um beijinho a compra dos submarinos à indústria de guerra alemã. Será que ainda vai doar, num ato de misericórdia, fraldas usadas a uma creche?
 Frau Merkel, porta-voz e gestora política principal do imperialismo alemão e do capital financeiro internacional, atreve–se a visitar Portugal: R a u s   h i e r!
Imperialismo Alemão – História de Subjugação, Saque, Fascismo e Guerra
Deutsche Bank, Siemens e a IG Farben, antecessora da Bayer, espalham exploração, miséria, indústria de morte e guerra desde há muito. No início dos anos 1930, o capital monopolista alemão financia o partido nazi para colocar Hitler no governo - na sua luta contra os trabalhadores e os 6 milhões de desempregados. Explora nas suas empresas como trabalho escravo os presos dos campos de concentração até à morte, em estreita colaboração com a SS, a organização de terror nazi. A IG Farben produz o lucrativo gás para o extermínio, sendo responsável pelo assassínio de milhões de comunistas, socialistas e sindicalistas, judeus e cristãos, ciganos e africanos e homossexuais nos campos de morte nazis.
Na II Guerra Mundial, durante a ocupação sangrenta nazi da Grécia, é roubado o tesouro público, o país é des-industrializado. O sector de energia, do petróleo e sobretudo a banca funcionam sob batuta monopolista alemã. A Grécia é obrigada a ceder um crédito cujo valor entretanto tem ascendido a 3.400.000.000 Euros: Até hoje, a Alemanha não pagou nenhum único cêntimo!
Hoje – Dependência, Saque, Miséria, Fascização e Guerras
Hoje é o entrelaçado capital financeiro internacional dos 147 super-monopólios financeiros e multisectoriais que tomaram posse dos países, como a Grécia e Portugal, através das suas agências internacionais o FMI, a União Europeia e o BCE, usando os governos nacionais como meras marionetes.
A Siemens, a Bayer, a Continental Mabor e a Autoeuropa representam no país a invasão imperialista alemã no sector industrial, ocupando um papel central. Desde o fascismo de Salazar, que as multinacionais alemãs utilizam a nossa força de trabalho ao preço da chuva, tendo o Deutsche Bank ainda introduzido a maciça especulação financeira com os créditos à habitação, garantindo assim o lucro máximo aos seus acionistas. Com as medidas da Tróika de baixos salários e de saque financeiro do erário público, esses super-monopólios visam impor um regime ditatorial selvagem de múltipla exploração.
 O governo de Merkel gera essas negociatas com grandes pressões e chantagem. Tirando a máscara ‘humanitária’, a chanceler alemã vai dar ordens ao governo PSD/CDS para que o saque da Troika continue por todas as formas.
 O s  P o v o s  U n i d o s  -  J a m a i s  S e r ã o  V e n c i d o s !
Temos de dirigir com determinação a nossa luta contra este ataque maciço do capital financeiro internacional e dos seus lacaios, confiando nas nossas próprias forças - os trabalhadores, os desempregados, os jovens, as mulheres, os imigrantes e os reformados! Nesta luta comum estão também os povos: grego, irlandês, italiano, cipriota e de Espanha ... Será em conjunto com eles que podemos acabar com este mundo cínico de exploração, repressão, miséria e de guerras!
-          Não pagaremos o vosso lucro com as nossas vidas!
-          Pelo derrube do governo da Troika!
-          EU, BCE, FMI - fora daqui!
-          Uma forte greve geral do sul da Europa contra o terrorismo social!
Círculo Revolucionário                                        circulorevolucionariolx@yahoo.com
31.10.2012                                                   http://circulorevolucionario.blogspot.com
 

Orçamento 2013 para o caixote do lixo !

Dia 31, os deputados da maioria PSD/CDS acoitadas na Assembleia da República, fizeram um autêntico contra relógio para cessarem a discussão do orçamento ainda na parte da manhã, era vê-los a procurar terminar o debate quanto antes ... tratava-se de fugir como ratazanas . O que não impediu porém que alguns deputados fossem acoçados por manifestantes que entretanto acorreram a S. Bento ao aperceberem-se da fuga eminente desta gentalha, gritando em unissomo gatunos ! gatunos !
 
Foram largos milhares de manifestantes que confluiram para a Assembleia da República a fim de manifestarem a sua revolta contra o orçamento considerado de catastrófico para os trabalhadores e o povo .
 
Algumas fotos:






Durão Barroso apupado e escorraçado em Almada

Durão Barroso foi escorraçado do Teatro Municipal de Almada quando aí se deslocou para ver a peça "O mercador de Veneza" . O desplante dos canalhas está a chegar ao fim, o que se passou em Almada vem no seguimento de recepções dadas a ministros do governo Passos, responsáveis pela miséria crecente do povo. A Revolta popular está na
rua .


 

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Contra o terrorismo social

Comunicado do circulo revolucionário acerca do orçamento de estado2012

Eles querem provocar uma catástrofe social

Derrotemos o Orçamento da Troika!
Derrubemos o seu Governo!
Preparemos a Greve Geral!
O governo PSD/CDS apresentou ao Parlamento a sua proposta de Orçamento do Estado para 2013, seguindo fielmente as instruções recebidas da Troika FMÎ/BCE/UE. E as medidas apresentadas são das mais brutais alguma vez impostas ao nosso povo:
· Violento aumento dos impostos sobre o trabalho – incluindo sobre os salários mais baixos, que já eram de miséria – um saque inaceitável ao pouco que já recebemos como retribuição do suor do nosso trabalho.
 
· Aumento generalizado dos preços dos serviços essenciais (água, luz, gás, transportes, habitação e outros) – tornando a nossa vida ainda mais insuportável numa altura em que os nossos rendimentos diminuem drasticamente.
 
· Cortes nos subsídios de desemprego e doença e nas pensões e reformas – diminuindo dramaticamente os apoios a quem já está numa posição fragilizada e que toda a sua vida contribuiu com parte dos seus rendimentos para esse fim.
 
· Cortes drásticos no ensino e na saúde – condenando uma parte da população à ignorância e à doença (e mesmo à morte).
 
· Medidas que criam mais desemprego e precariedade e agravam a crise económica – atirando para o desespero ainda mais trabalhadores, sobretudo entre os mais jovens.
 
· Aumento do horário de trabalho, menos férias e feriados, horas extras mais baratas, menores indemnizações – ou seja, mais exploração a custo zero.
 
· Ataques às organizações de trabalhadores e à contratação colectiva.
 
Ao mesmo tempo que inferniza a vida de quem trabalha e cria uma verdadeira catástrofe social, o gangue Passos/Portas protege o capital financeiro internacional e nacional e os seus agentes e protectores no país:
 
· Quase 1 em cada 10 euros do Orçamento serve para pagar o serviço da dívida – dinheiro retirado à boca dos trabalhadores para pagar os juros usurários aos agiotas que criaram a dívida pública (e que em nada abatem essa dívida).
 
· Prepara-se para criar isenções fiscais a grandes grupos económicos – desviando o nosso dinheiro para empresas que já beneficiam de grandes lucros.
 
· Manutenção da isenção de taxação das transacções financeiras e dos benefícios das parcerias público privadas– mantendo os privilégios daqueles cujos rendimentos provêem do capital.
 
· Venda ao desbarato dos bens públicos – sobretudo de empresas de sectores chave da economia, reduzindo os recursos do Estado e entregando-os a privados.
 
· Reforço  das forças de segurança e de defesa – tal é o medo que eles têm da revolta do povo.
Sempre que o sistema capitalista-imperialista internacional entra em crise – e esta é claramente a mais profunda de sempre – tudo sacrifica para manter o seu poder e os seus lucros e revela o seu lado mais horrendo. É um sistema global que explora ferozmente milhões de seres humanos em todo o mundo e saqueia insaciavelmente os recursos do planeta. E neste momento de crise profunda necessita de estender esse horror ao seu próprio mundo de origem: Grécia, Espanha, Itália e... Portugal.
Rejeição Decidida do Orçamento
 
O orçamento, que Passos/Portas elaboraram a mando da Troika FMI/BCE/UE é o mais recente instrumento desse aumento da miséria e exploração. Rejeitemos determinadamente esse caminho!
A História – e sobretudo os últimos meses – tem mostrado que não é no parlamento que devemos ter esperança. Essa instituição inclui maioritariamente os 3 parceiros da Troika (PS/PSD/CDS) que, com mais ou menos números de teatro, irão aprovar esse orçamento. E também não podemos alinhar em propostas “alternativas” que apenas visam “melhorar” e ajudar a salvar o sistema capitalista e não a tratar da raiz do problema – esse mesmo sistema.
É nas ruas, nos locais de trabalho, nas escolas, nos bairros, que a nossa luta pode ter efeito. É preciso uma grande mobilização de tod@s em todas as acções e lutas que contribuam para barrar o caminho a estas medidas e para o derrube deste governo vendido. É preciso que mais gente discuta a verdadeira natureza deste sistema e que reflicta sobre que sistema realmente serve os nossos interesses e aspirações. É preciso que os nossos colegas de trabalho e escola, os nossos vizinhos e todas as vítimas deste sistema se organizem, que denunciem todos estes ataques e injustiças. É preciso dizer que Já não aguentamos mais!
Mobilizemo-nos macissamente para as próximas acções de protesto: Manifestação contra o Orçamento de Estado, a 31 de Outubro, a Concentração de Protesto contra a visita de Angela Merkel (a principal porta-voz na Europa do capital financeiro) a 12 de Novembro e por fim, a Greve Geral do sul da Europa de dia 14.
DEITAR PARA O LIXO TODOS OS ACORDOS COM A TROIKA!
RESISTÊNCIA POPULAR POR TODOS OS MEIOS NECESSÁRIOS!
POR UMA GREVE GERAL MOBILIZADORA E COMBATIVA !
CONTRA O TERRORISMO SOCIAL !
Círculo Revolucionário                                                                                            31.10.2012  circulorevolucionariolx@yahoo.com

ZAD - Vivemos aqui, ficamos aqui !

Um pouco de história da ZAD (Zona A Defender)
zad
 
in Diário da Liberdade
Na França, há mais de 40 anos, camponeses da região de Notre-Dame-des-Landes, perto de Nantes (oeste do país), se opõem à construção de um aeroporto sobre suas terras. Em 2000, o projeto foi reimpulsionado pelo socialista e prefeito da cidade de Nantes Jean-Marc Ayrault, hoje em dia primeiro ministro da França. Durante os últimos anos, se juntaram à luta inúmeros jovens próximos aos movimentos de “okupas”, ao ecologismo radical ou a rede europeia “Reclaim the fields” (Exige o campo), que lutam contra a industrialização e a urbanização acelerada da sociedade, e buscam o resurgimento das bases de vida coletiva no campo. São assim mais de uma centena de pessoas que foram viver na zona ameaçada, ocupando casas abandonadas, construindo novas cabanas e criando hortas e hortaliças para resistir ao projeto do aeroporto.

Há alguns dias, teve lugar uma grande operação da polícia que abarcou mais de mil elementos policiamento, com o fim de despejar a onze dos lugares ocupados pelos oponentes. Apesar do enorme contingente de força, os jovens em luta conseguiram impedir o despejo de alguns dos lugares ameaçados, entre eles a granja coletiva “Le Sabot”, inaugurada ano passado por integrantes francófonos da rede europeia “Reclaim the fields”, num ato multitudinário de recuperação de terras agrícolas e de denuncia do projeto do aeroporto. (Protegidos pelas barricadas, o lugar símbolo da resistência de Notre-Dame des Landes segue ainda resistindo às forças policialesca). Quinta-feira retrasada, os policiais tentaram também acabar com os acampamentos dos oponentes estabelecidos nos dois bosques da zona igualmente ameaçados de destruição pelos promotores do projeto. Mas, enquanto a polícia se concentrava nos lugares conflituosos, oponentes aproveitaram o momento para reocupar algumas casas despejadas no dia anterior.
Em resposta a incursão policialesca e aos despejos, se multiplicam as ações e manifestações de solidariedade em toda França, desde a realização de marchas e a colocação de cobertas nas autopistas, até a degradação e a realização de sabotagens contra o VINCI, a empresa construtora, e em contra do Partido Socialista, promotor do projeto do aeroporto. Mensagens de solidariedade com a luta de Notre-Dame des Landes começam também a chegar de várias partes do mundo, mas cabe mencionar que, apesar da magnitude da operação e do âmbito nacional da luta, os meios de comunicação franceses se mostraram excepcionalmente silenciosos sobre os acontecimentos.
 
POR QUE LUTAMOS? Sobre a resistência ao aeroporto e seu mundo
Em Notre-Dame des Landes, responsáveis e construtoras trabalham sobre um novo aeroporto para realizar seus sonhos vorazes de metrópoles e expansão econômica. Agora faz já 40 anos que querem aniquilar com cimento 2000 hectares de terras agrícolas e habitantes do norte de Nantes, a ZAD, Zona de Condicionamento Adiado que chamamos Zona A Defender.
 
Desde os primeiros dias deste projeto, a resistência se organizou. Esta luta vai de encontro com os objetivos daqueles que se unem e pensam estratégias comuns. Com elas combateremos a alimentação de má qualidade, a sociedade industrial e a mudança climática, as políticas de desenvolvimento econômico, o controle do território, as metrópoles e as normalizações das formas de vida, a privatização do público, o mito do desenvolvimento e a ilusão da participação democrática... Hoje como ontem, aquel@s que se opõem, longe de baixar a guarda, continuam em luta: manifestações, recursos jurídicos, alianças com outras lutas, greve de fome, difusão na imprensa, pedágios gratuitos, sabotagens, perturbações dos estudos de impacto do biótopo e dos estudos arqueológicos, ocupações dos escritórios e das obras etc. Com grande prejuízo do Estado e de VINCI (empresa responsável pela construção do aeroporto)que compram e destroem para esvaziar a ZAD, a vida e a atividade tem se intensificado e diversificado nos últimos três anos.
 
Numerosas casas abandonadas foram reabilitadas e okupadas, foram construídas cabanas no solo e nas árvores, coletivos okupam terras para fazer hortas. Espaços de reunião, padaria, biblioteca, albergues estão abertos para todos. Mais de uma centena de pessoas okupavam dia a dia a ZAD, apoiados por muitas pessoas de muitos lugares que se encontraram e se organizaram. A presença destas pessoas no terreno permitiu reações rápidas frente aos processos começados pela VINCI, a fim de realizar as obras. Este viveiro criativo e desobediente busca agora erradicar-nos para poder começar seus trabalhos. Guardamos na nossa própria memória as vitórias passadas contra os projetos megalomaníacos, do nuclear ao militar. Como Carnet, Plogoff ou Larzac, sabemos que a construção deste aeroporto pode ser barrada. Olhamos do outro lado dos Alpes, onde a oposição à construção da linha ferroviária de alta velocidade Lyon-Turin mobiliza todo um vale, onde dezenas de milhares de pessoas impedem os trabalhos. Aqui também custará caro toda tentativa de destruição das terras.
 
Nota sobre o Despejo da ZAD
 
Comunicado de imprensa dos oponentes da ZAD, 17 de outubro às 23h30
VIVEMOS AQUI, FICAREMOS AQUI!
 
Depois de dois dias de resistência e solidariedade, só sete casas e um terreno foi despejada na “ZAD”, zona ameaçada de destruição pelo projeto de aeroporto de Notre-Dame-des-Landes. Por todos os lados, os policiais se encontraram com a determinação dos oponentes sob diversas formas: habitantes que se recusaram a sair das suas casas, outros se refugiaram no teto das casas, agrupamentos perto das moradias, barricadas nos caminhos, oponentes chegando de fora para se juntar à zona, etc.
 
Por horas os oponentes defenderam os terrenos do “Far Ouest” do lugar conhecido como “Le Sabot”, terras baldias transformadas de novo em hortaliças em maio de 2011, hoje em dia abandonadas sob nuvens de gazes lacrimogêneos, [mas onde se resiste] ao som de uma batucada. Há ações de solidariedade que se organizam ao redor da ZAD, entre outros agrupamentos frente a prefeitura da cidade de Nates.
 
Apesar do que havia sido sugerido pelo prefeito de Nantes, terça pela manhã, a zona segue ainda longe de ser esvaziada pelos elementos policialesco. Ainda ficaram cerca de vinte lugares ocupados, sem contar os proprietários, inquilinos e camponeses que vivem ainda na zona. É forte a pressão da polícia, como testemunha o incêndio de uma cabana realizado pelos policiais que não verificaram antes se havia pessoas dentro da cabana; mesmo assim, não silenciará a resistência.

Aqui como fora, desde Atenco até Vak de Susa, passando por “Chéfresne” e todos os lugares onde as lutas se levam a cabo, teremos que rechaçar seu reordenamento territorial.
 
CHAMADO PARA A MANIFESTAÇÃO DE REOCUPAÇÃO, 17 de novembro de 2012, na Zona a Defender
Notre-Dame des Landes. Contra as expulsões, Manifestación de Réocupación! Para reconstruir – contra o aeroporto! Martelo, vigas, taboas, pregos e ferramentas na mão.
A luta contra o projeto do aeroporto de Notre-Dame des Landes aumentou a pressão durante os últimos anos. Entre outras iniciativas, um movimento de okupação se estendeu aos imóveis e bosques ameaçados. Há mais de um ano, frente as ameaças crescentes sobre as diferentes casas, cabanas e hortas, @s habitantes da ZAD e coletivos solidários chamavam uma manifestação de re-okupação se a expulsão fosse levada a cabo.
 
2012-10-16 ZAD expulsion Notre Dame des Landes-400x200
 Esta chamada a reokupar foi lançada pela rede “Reclaim the Fields” e também pelos ocupantes da ZAD, que tinham ocupados as terras abandonadas com mais de mil pessoas, em maio de 2011, para criar a horta “Le Sabot”. Convidamos hoje todos os grupos que desejam difundir esta iniciativa e a se juntar a organização do 17 de novembro. Além de uma manifestação, antes de tudo, se deseja uma ação coletiva que ganhará força com uma grande e ativa presença de participantes. Podem estar aqui para o fim de semana para preparar a ocupação, continuar as construções, defendê-las e realizar um afloramento de ideias pra a continuação. Tragam ferramentas e materiais diversos, macacão de trabalho, som, criações originais e locais, rádios portáteis, comida para compartir e uma determinação sem limites. Será possível chegar um dia antes, um espaço de acampamento se anunciará aos dias que precederão a manifestação.
 
Já que a energia necessária para resistir às expulsões e a exaustão consequente para @s ocupantes, o êxito desta manifestação depende, de modo crucial, da implementação dos coletivos e indivíduos solidários de todos os lugares. Chamamos a que se organizem reuniões públicas, que se comparta a informação e que se comparta carro em cada cidade para vir para a manifestação. Já que a situação muda a cada dia, olhe regularmente as informações no site http://zad.nadir.org/ . Para o dia 17 de novembro, buscamos vigas, materiais de construções e escalada, cozinhas coletivas, barracas, músicos, batucadas, cabanas pré-moldadas para montar, ferramenta, tratores... para mais dúvidas, ajuda, reenvio de informação, contribuições, entre em contato: reclaimthezad@riseup.net

quinta-feira, 25 de outubro de 2012