terça-feira, 24 de junho de 2014

24 de Junho de 1994 - A Indignação e a resistência popular tomou a ponte 25 de Abril

20 Anos depois os problemas não só subsistem como se agravaram para o povo . As portagens na ponte 25 de Abril, há muito tempo paga, continuam a ser cobradas e aumentadas. Havendo a particularidade de o Presidente do conselho de administração da Lusoponte, empresa que administra as receitas das duas pontes que servem as duas margen do Tejo continua a ser o Engº Ferreira do Amaral, ministro das Obras Públicas à data do bloqueio desencadeado em 24 de Junho de 1994 .
20 anos depois o roubo instítuido continua , com os mesmos executantes que se perpectuaram no aparelho de estado .

alguns vídeos


terça-feira, 1 de abril de 2014

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

sábado, 2 de novembro de 2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"Não Há becos sem saída"



Quando a alemanha pediu para viver


Na Conferência Financeira de Bruxelas, em Setembro de 1920, perante a  imposição de fortes indemnizações à Alemanha em virtude da I Guerra Mundial, o delegado alemão Herr Bergman fez "um apelo à benevolência das nações vitoriosas para que o seu país pudesse viver" conta o historiador Filipe Ribeiro de Meneses no livro Afonso Costa.

O historiador diz que as palavras do delegado alemão "foram acolhidas com fortes aplausos dos delegados de nações neutras e aliadas", citando o Le Temps de Paris e o The Times de Londres que fizeram a cobertura da conferência.

Mas houve um representante de um país à Conferência que não gostou das palavras do alemão: Afonso Costa.

Conta Ribeiro de Meneses:
"Costa reagiu como se estivesse completamente enfurecido. Subiu ao palco e põs de lado o discurso. Segundo o Diário de Notícias, 'ostensivamente o sr. Afonso Costa voltou as costas aos alemães até ao momento em que acusou a Alemanha de, atacando, deslealmente os portugueses em África antes de quaisquer declarações de guerra, ter causado ao país prejuízos e despesas, que pesam na sua situação actual'.

Como explicar esta reacção de Costa?
O antigo chefe de Governo português ainda tinha em Setembro de 1920 algumas esperanças de conseguir uma indemnização de guerra da Alemanha de cerca de 432 milhões de libras (cerca de 19 mil milhões de euros aos valores atuais). 

Quando se fecharam as contas no ano seguinte, os aliados decidiram que Portugal só teria direito a 50 milhões de libras. E nem este dinheiro havia de ser pago a Portugal...

 Um país protagonista de infelizes histórias torcionárias, que iniciou 2 Guerras Mundiais, que teve N perdões de dívida, tem o desplante de declarar que a Grécia, país onde a Democracia foi inventada e aplicada pela 1ª vez no mundo, não devia era ter direito a nada... nem a estar na Europa...

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Tortura filosófica


Tortura filosófica

"José Sócrates, purificado por um mestrado em Paris, aparece aos palavrões para vender o seu livro sobre confiança, ao lado de Lula da Silva e Mário Soares. Todos membros da esquerda possível (por azar, nos tempos que correm, aparentemente impossível, a não ser em filosofia da treta).
Não li o livro, mas terei que o ler em breve. Trata de tortura, o que calha no âmbito do meu estreito campo de intervenção. Escrevo agora para registar o valor dos meus actuais conhecimentos sobre o assunto e com base nas passagens da apresentação do livro que ouvi na televisão. Sinto-me capaz de fazer a crítica do que está escrito, sem perguntar em que dia da semana foram feitas as provas e sem querer saber sob que primeiro-ministro a deputada Ana Gomes questionou o governo de Portugal sobre a colaboração dada à CIA para transportar pessoas para serem torturadas em prisões secretas na Europa.
A filosofia da tortura falará da tortura feita sobre presos políticos, por distinção da outra feita sobre presos sociais. É o que se chamará filosofia política da tortura. Isso permite omitir a tortura praticada sob o governo Sócrates, em Portugal. Apenas porque essa tortura não foi reconhecida oficialmente, como ocorreu nos EUA. A tortura não reconhecida, nomeadamente aquela praticada regularmente nas prisões norte-americanas ou portuguesas contra pessoas previamente desqualificadas socialmente, essa tortura não é tortura. Pelo menos do ponto de vista da filosofia política do Sócrates. Essa tortura não é expressamente encomendada pelos políticos de serviço: é uma tortura que, do ponto de vista da disciplina filosófica do autor, servirá apenas para treinar e manter operacionais os torturadores para quando forem politicamente necessários – tentação a que um político democrata deverá resistir, para não concretizar o seu lado mais obscuro e maléfico, mesmo em tempos extremados.
Politicar, na expressão brasileira do Lula da Silva, será, em conclusão, a forma de recompor um qualquer aldrabão num esquerdista a filosofar, elevando-se assim da plebe e arrastando multidões agradecidas pelas prebendas democráticas distribuídas a seu tempo – coisa que lhes faz falta nestes tempos de comunhão com o resto da população nos dissabores da austeridade. Com Sócrates no poder, seriam maiores as oportunidades para as duas salas dos seus muitos amigos de passarem a ser eles – em vez dos da direita – a receberem os pagamentos pelos serviços prestados na venda do país aos interesses do capitalismo. Isso é que é a verdadeira tortura. Filosófica e de ciência política. Interdisciplinar, portanto.
Será o livro lançado por Sócrates capaz de me desmentir nalgum ponto? Se o for, pessoalmente retiro todos os outros pontos, mesmo o que manifestamente são verdadeiros."
A P D
Lx, 24 Outubro 2013

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Que se lixe a tróika ! Não há becos sem saída !

Que se lixe a troika! Não há becos sem saída!
É tempo de agir. 
Sabemos que o regime de austeridade no qual nos mergulharam não é, nem será, uma solução. Voltamos a afirmar que não aceitamos inevitabilidades. Em democracia elas não existem.

É tempo de escolhas simples. Educação para todos ou só para alguns? Saúde pública ou flagelo? Transporte público ou gueto? Constituição ou memorando da troika? Cultura ou ignorância? Pensões e salários dignos ou miséria permanente? 
Nós ou a troika?

Sectores vitais para a nossa sobrevivência estão a ser entregues a banqueiros e especuladores, que os reduzirão à razão do lucro: água, energia, transportes, florestas, comunicações. Querem forçar-nos a abdicar do que construímos: na Saúde, na Educação, nos direitos mais básicos como habitação, alimentação, trabalho e descanso.
A troika e os governos que a servem pretendem deitar fora o sonho de gerações de uma sociedade mais livre e igualitária.

A quem está farto de ver vidas penhoradas e esvaziadas, fazemos o apelo a que se junte a nós na construção da manifestação de 26 de Outubro. 
A manifestação será mais um passo determinante na resistência ao governo e à troika!

Não há becos sem saída.
(Texto de apelo aprovado no plenário aberto realizado a 22 de Setembro, no Teatro do Bairro, em Lisboa)
 
 

A proibição da manifestação dos trabalhadores na ponte 25 de Abril por parte do Governo, só agigantou a luta, Dia 26 todos ao Rossio .


 
 
 
 
 
 

O temor do Governo pela realização de uma manifestação na Ponte 25 de Abril vem de longa data . Em 24 de Junho de 1994 um monumental bloqueio de camionistas e utentes desta via abalaram por completo o Governo de Cavaco Silva, primeiro-ministro de então, entre os seus ministro pontuava um tal Dias Loureiro suspeito de inúmeros actos de corrupção. Era também ministro das obras públicas o Engº Ferreira do Amaral hoje "empregado" na Lusoponte gerindo esta empresa.
 O terror de ontem é o terror de hoje, o Governo PSD/CDS sabe que o povo não vai suportar por muito mais tempo a política criminosa deste governo, cujo exemplo recente é o orçamento 2014 , um somar de penalizações para quem trabalha, agravando as já deficitárias condições de vida do povo .
Um só caminho nos resta, continuar e intensificar a luta contra a corja que nos explora.
Dia 26, todos ao Rossio .

quarta-feira, 16 de outubro de 2013


MENSAGEM ABERTA À CGTP


Exmos. Senhores,
 
Faltam-me as palavras para exprimir a minha desilusão e a minha indignação perante a atitude e a resolução tomadas pela CGTP-IN de cancelar a manisfestação de dia 19 da Praça da Portagem a Alcântara.
Esta manifestação há muito convocada e divulgada pela própria CGTP-IN, cujo percurso foi inicialmente referido como sendo do Centro Sul a Alcântara, passando posteriormente a ser da Praça da Portagem a Alcântara, foi recebida pela população com grande alegria, na expectativa de uma grande acção popular contra uma política antidemocrática, defensora apenas dos grandes interesses financeiros e das grandes empresas em detrimento da esmagadora maioria da população, que remete aqueles que já eram pobres para a miséria mais abjecta e leva ao empobrecimento generalizado de toda a chamada classe média, num ataque sem precedentes a todas as conquistas e todos os direitos árdua mas orgulhosamente conquistados pelo povo português depois da Revolução de 25 de Abril de 1974.
 
A Constituição da República Portuguesa, no Título II, Direitos, liberdades e garantias pessoais, Artigo 45.º, reconhece o direito de manifestação a todos os cidadãos.
 
No Título I, Artigo 19.º Suspensão do exercício de direitos, a Constituição é clara:
1. Os órgãos de soberania não podem, conjunta ou separadamente, suspender o exercício dos direitos, liberdades e garantias, salvo em caso de estado de sítio ou de estado de emergência, declarados na forma prevista na Constituição.
2. O estado de sítio ou o estado de emergência só podem ser declarados, no todo ou em parte do território nacional, nos casos de agressão efectiva ou iminente por forças estrangeiras, de grave ameaça ou perturbação da ordem constitucional democrática ou de catástrofe pública.
[...]
 
Ainda no Título I, Artigo 21.º Direito de Resistência, a Constituição consagra o seguinte:
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública.
 
O Despacho Ministerial que proíbe a realização da manifestação de dia 19 a passar sobre a Ponte 25 de Abril é antidemocrático e inconstitucional. O Senhor Ministro invoca critérios de segurança, acenando com vários pareceres negativos. Os critérios que este desgoverno invoca não têm qualquer fundamento válido, uma vez que, por diversas vezes, foram feitas "Maratonas" sobre a Ponte 25 de Abril, não apenas com umas centenas de atletas a correr, mas com milhares de pessoas a andar, com pessoas em cadeiras de rodas e até pessoas com cadeirinhas de bebés que se quiseram associar à maratona.
Alguma vez foram invocados critérios de segurança para que esses eventos não se realizassem na ponte?
Se a Ponte 25 de Abril, por se tratar de uma ponte, não reunia condições de segurança para a realização da manifestação, por que razão a dita manifestação já poderia ser realizada, segundo o desgoverno, na Ponte Vasco da Gama?
Não salta aos olhos que uma Manifestação Contra O Empobrecimento sobre uma ponte que dá pelo nome de 25 de Abril (ao qual este desgoverno tem um ódio de estimação) teria, além do mais, um simbolismo incontornável, inegável, logo inaceitável para aqueles que tudo têm feito para fechar as portas que Abril abriu?
Não, Senhor Ministro, não é por acaso que agora, em 39 anos de democracia, se é que a isto que vivemos se pode chamar democracia, era convocada pela primeira vez uma manifestação sobre o tabuleiro da Ponte 25 de Abril. É que nunca, em 39 anos, o ataque aos valores do 25 de Abril e da Democracia foi tão violento!
 
Mas não é sobre os ditames antidemocráticos deste desgoverno que venho aqui falar. Não seria de esperar outra coisa vindos de quem vêm.
 
O que seria de esperar por parte da CGTP-IN, isso sim, era uma atitude inflexível perante este desafio. Tinha toda a legitimidade democrática e constitucional para o fazer.
Em vez disso, a CGTP-IN cedeu às manobras deste desgoverno, rebaixando-se perante os senhores do grande capital financeiro, sem um pingo de dignidade na defesa de quem está a ser espoliado - trabalhadores, pensionistas, reformados, desempregados - demitindo-se de travar um combate consequente e mobilizando as massas de explorados. Isso tem um nome: TRAIÇÃO!
Mais grave ainda, porque segundo as próprias palavras de Arménio Carlos, a CGTP-IN reconhece que se trata da «confirmação in loco de que o poder económico se sobrepõe ao poder político e determina as regras do poder político. Isto é um atentado à democracia.»
Disse ainda Arménio Carlos que a Ponte é nossa, está mais que paga e a Lusoponte retira os lucros. O que é verdade e reforça ainda mais a manifestação sobre a dita.
 
Não, senhor Arménio Carlos, a realização de uma concentração em Alcântara, em alternativa à manifestação desde a Praça da Portagem até Alcântara NÃO é a mesma coisa. Na minha opinião, tudo isso é FOLCLORE, ridículo mesmo, areia para os olhos de quem não quiser ver, para o que não estou disponível. 
A CGTP-IN perdeu a face e eu não pactuo com traidores e cobardes!
 
Considero a presente uma Mensagem Aberta, pelo que darei conhecimento do seu teor pelos meios e a quem considere oportuno fazê-lo.
 
Maria José Morais Isidro Aragonez
Lisboa, 16 de Outubro de 2013

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Com a passagem de 2 anos, os comentários não deixam de alertar para a gravidade da situação

«Chamo a atenção para a citação do nome de Lyndon LaRouche por Daniel Estulin. Há várias dezenas de anos que este político e economista norte-americano denuncia este sistema financeiro, que já caminhava então, e agora continua a caminhar mais rapidamente, para o colapso. Daniel Estulin é um membro estrangeiro desse movimento político que trava neste momento uma tremenda luta política, quer no exterior, mas ainda mais intensamente no interior dos EUA para a reinstauração da lei Glass-Steagall. Uma lei que Franklin Delano Roosevelt instaurou em 1933, com o fim de controlar o sistema financeiro. Ele acusava-o (com inteira razão) de ter sido o responsável pela depressão económica e financeira que emergira em 1929. Clinton revogou-a em 1999, depois do JP Morgan, e outros bancos "too big to fail" (TBTF), terem lançado uma campanha a partir do fim dos anos 80 nesse sentido. Devemos destacar nessa campanha um artigo de Alan Greenspan de 1988, que estava em trânsito de director do JP Morgan para presidente da FED. Uma FED que mais não é que uma emanação desses bancos "TBTF". Não é só o Goldman Sachs que mexe os "cordelinhos". É todo um sistema financeiro nas mãos de uma plutocracia que mais não sabe que aplicar uma lógica crematística (não economista). Uma lógica que mais não pretende do que a acumulação de capital nas mãos dessa plutocracia. Até agora conseguiu acumular (serei mais preciso que Estulin) cerca de 1,4 quadriliões (à americana) de dólares. Esta dívida é puramente especulativa e não deve ser paga porque não corresponde a um efectiva criação física de riqueza. Se não detivermos esta lógica plutocrata/crematista, os seus defensores, cada vez mais desesperados, continuarão a promover essa lógica, à custa do genocídio de grande parte da população mundial.»

 

Mais uma explicação para a crise

Portugal e outros países europeus, vivem a mesma situação ocorrida durante décadas do Século XX na América do Sul, com presenças permanentes de agiotas do FMI e outros grandes interesses da finança internacional, explorando
Pode continuar a existir muita coisa mal nesses países, mas agora, Venezuela, Equador, Paraguai, Chile, Argentina, Brasil, etc, voltaram a ser países independentes e donos do seu destino, ao contrário de Portugal que mandou vir essas mesmas entidades sem rosto que durante décadas esmifraram a América Latina e agora são potência ocupante de Portugal, com o aval da nossa troika PSD-PS-CDS. O objetivo: vender ao desbarato os recursos do país e tudo o que seja lucrativo...as populações e os recursos de países como Brasil, Argentina, Venezuela, etc, enquanto estes eram internamente controlados por governos corruptos apoiados em ditaduras militares.
 
 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Evocamos aqui o 11 de Setembro de 1973

 
 
Foi há 40 anos que o Regime Democrático Constitucional e o seu presidente eleito, Salvador Allende, foram derrubados por um golpe militar dirigido por Augusto Pinochet. Um golpe havia muito planeado pela Casa Branca, por Richard Nixon e Henry Kissinger, a eminência parda que Gore Vidal, escritor norte-americano já falecido, disse em tempos dever ser levado ao Tribunal Penal Internacional por Crimes Contra A Humanidade. O golpe militar de Pinochet contou com o apoio militar e financeiro dos Estados Unidos e da CIA (a mando dos seus governantes), em estreita colaboração com organizações terroristas chilenas, como a Patria y Libertad, de cariz nacionalista-neofascista. A este golpe seguiu-se o período mais negro da História do Chile, porventura a Ditadura mais sangrenta e mais sanguinária do século XX. «Quatro meses depois do golpe, o seu balanço já era atroz: quase 20 000 pessoas assassinadas, 30 000 prisioneiros políticos submetidos a torturas selvagens, 25 000 estudantes expulsos de escolas e 200 000 operários demitidos. A etapa mais dura, sem dúvida, ainda não havia terminado.» Gabriel García Márquez Publicado no JN em 18.08.2011: «O governo chileno reviu esta quinta-feira em alta o número de vítimas da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) para mais de 40 mil. Um relatório de uma comissão governamental contabilizou mais 9.800 pessoas torturadas ou detidas por motivos políticos, totalizando 37 mil, e mais 30 mortos ou desaparecidos, somando 3.277, de acordo com as agências noticiosas francesa AFP e americana AP. A comissão, reactivada no final de 2009 pela ex-presidente Michelle Bachelet, examinou 32 mil dossiers, com base em testemunhos e elementos novos. O Estado reconheceu, até à data, 27.153 pessoas merecedoras de uma compensação mensal pelas violações dos direitos humanos de que foram vítimas.» A ditadura de Pinochet prolongou-se até princípios de 1990, mas Pinochet conseguiu manter-se como o mais alto responsável pelas Forças Armadas do país até Março de 1998, altura em que passou a ocupar o cargo, por ele criado, de senador vitalício no Congresso chileno. Até hoje, desconhece-se a verdadeira dimensão dos crimes cometidos durante a ditadura de Pinochet. Quanto ao segundo 11 de Setembro, o sempre invocado "Nine/Eleven": A perda de vidas humanas é sempre, e em qualquer parte do mundo, uma Perda para a Humanidade. No entanto, não posso deixar de lembrar o velho ditado: «Quem semeia ventos, colhe tempestades!». Honra ao Presidente Allende e a todos os socialistas democratas, a todos os resistentes chilenos que, de uma maneira ou de outra, foram vítimas do golpe militar de 11 de Setembro de 1973.


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Slavoj Žižek é um dos autores de Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil

O primeiro livro impresso inspirado nos megaprotestos que ficaram conhecidos como as Jornadas de Junho, além de ser o principal esforço intelectual até o momento de analisar as causas e consequências desse acontecimento marcante para a democracia brasileira. Escrito e editado no calor da hora, em junho e julho, trata-se de um livro de intervenção, que traz perspectivas variadas sobre as manifestações, a questão urbana, a democracia e a mídia, entre outros temas. Também contribuem para a coletânea autores nacionais e internacionais como David Harvey, Mike Davis, Ermínia Maricato, Paulo Arantes, Roberto Schwarz, Carlos Vainer, Ruy Braga, Mauro Iasi, entre outros. Confira o Booktrailer do livro abaixo:
 

 

sábado, 27 de julho de 2013

Para que a memória não se apague? Há 60 anos a Alemanha viu parte significativa da sua dívida ser perdoada

"É bom lembrar: 23 de Fevereiro de 1953...só os nossos governantes não têm memória destes acontecimentos!..será?

COMO A MEMÓRIA É CURTA!... FALO EM ESPECIAL DE ANGELA MERKELL E SEUS FIÉIS EXECUTANTES DA CEE, DO FMI, DA TROIKA, ETC QUE PELO VISTO NÃO ESTUDARAM A HISTÓRIA DA ALEMANHA QUE, NOS TEMPOS POSTERIORES À GUERRA 39/45, COM DÍVIDAS COLOSSAIS, TEVE DIREITO A PERDÕES COLOSSAIS E NÃO A COBRAR JUROS DOS PAÍSES ENDIVIDADOS COMO QUALQUER AGIOTA QUE SE PREZE...
Para que a memória não se apague ? Faz  60 anos!

Passamos a apresentar o trabalho de Marcos Romão, jornalista e sociólogo. 27 de Fevereiro de 2013.
O Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essêncial da dívida.

A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra.Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra. Mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso. Foi perdoada cerca de 50% (Entre os paises que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920.

O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento.

O acordo adoptou três princípios fundamentais:
1. Perdão/redução substantial da dívida;
2. Reescalonamento do prazo da divída para um prazo longo;
3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.

O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida nao poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %.

A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida.

O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a situação de carência durante a qual só se pagaram juros.

Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores - e não só aos países endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha.

Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança comercial. 0 que, "trocando por miúdos", significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de dívisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.

EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem.

Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças comerciais  .
 

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Manifestantes Exigem a Demissão do Governo

O verniz democrático da Presidente da Assembleia da República estalou por completo, com uma reacção e comentários a roçar a  prepotência fascizante .
Os carrascos do povo a autovitimizar-se quando são os causadores da miséria extrema que avassala o país .
Que mil protestos floresçam !

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

ESTE SÁBADO, TODOS A BELÉM, TODOS ÀS RUAS - DEMISSÃO JÁ !



ESTE SÁBADO, TODOS A BELÉM, TODOS ÀS RUAS – DEMISSÃO JÁ!

 
"Convocamos e apelamos à participação massiva de todos e todas nas manifestações do próximo sábado. Em Lisboa, juntamo-nos à convocatória da CGTP para Belém às 15h de sábado, e lançamos o repto para todo o país, para que em cada cidade o povo saia à rua exigindo o fim deste governo e o fim das jogadas palacianas que degradam a democracia no nosso país.

O aviltante espectáculo dos últimos dias só confirma as certezas de há muito: este governo não tem condições para governar, não tem suporte social ou político, está desintegrado e as suas lutas internas já são a única notícia que produz. O episódio tragicómico da demissão e regeneração do ministro Paulo Portas foi a machada final num governo que está ferido de morte pela contestação popular e pela constatação clara da destruição provocada pelas suas políticas.

A mobilização popular deve exigir a dignidade que o país precisa. A democracia não pode ser raptada por golpes palacianos como aqueles a que assistimos nos últimos dias. A coligação que suporta o governo não pode ser mantida por jogos de bastidores. Assistimos a episódios nunca dantes vistos e é urgente que este governo saia.

Soluções tecnocráticas ou de iniciativa presidencial não têm qualquer cabimento num quadro em que não apenas este governo, mas as políticas de austeridade e da troika são o motivo do fim deste executivo. A política executada por este governo afundou o país numa recessão histórica e num desemprego sem paralelo. Destrui milhares de vidas e ameaça atirar o país para um poço sem fundo.

Sábado a população deve dar um sinal claro a todas as forças políticas e sociais do país: este governo tem de sair. Em Lisboa estaremos em Belém e no país as pessoas sairão à rua. Dirigimo-nos a todas as pessoas, colectivos, movimentos, associações, organizações não-governamentais, organizações políticas e outras, e apelamos a que se juntem este sábado por todo o país e exijam a única saída que resta a este governo: DEMISSÃO."