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quinta-feira, 15 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
24 de Novembro - Quem são os violentos?
Comunicado da plataforma 15 de Outubro lido hoje, em conferência de imprensa dada pelas 12h30 em frente ao Ministério da Administração Interna.
A Plataforma 15 de Outubro, internacionalista, apartidária e pacífica, reivindicando a reposição da justiça e da verdade no que diz respeito aos eventos do dia 24 de Novembro, declara:
Testemunhámos e denunciamos a presença de polícia não fardada e não identificada na manifestação de 24 de Novembro em frente a São Bento. Estes elementos, entre os manifestantes, incitaram à violência com palavras e acções, ao contrário do que afirmou inequivocamente o Ministro da Administração Interna. Esta acção da polícia de um Estado de Direito e dito “democrático” configura uma ilegalidade e um crime. A acção da polícia nos piquetes de greve deste dia pautou-se igualmente pela ilegalidade e repressão, tendo-se apresentado nos locais onde se encontravam os piquetes armada com caçadeiras e metralhadoras, além de ter sido enviada polícia de intervenção para atacar e romper os piquetes.
Repudiamos ser, consciente e propositadamente, apelidados de “delinquentes”, “criminosos” e outros adjectivos que claramente configuram um insulto pessoal e colectivo, com o único objectivo de anular a Plataforma 15 de Outubro como sujeito político. Foi impedida a realização da Assembleia Popular prevista para as 18h00, hora em que começaram os distúrbios. Está a ser construída, consciente e propositadamente, uma narrativa de terror social que visa claramente criminalizar o movimento social e os eventos da Greve Geral e manifestação que, tendo sido um grande sucesso, é minorada pela construção de factos e eventos de “violência” por parte das estruturas de poder.
Manifestamo-nos contra a detenção avulsa de pessoas isoladas, outra tentativa de reforçar esta narrativa criminalizadora.
Somos e continuaremos a reivindicarmo-nos como uma plataforma de acção política pacífica e não aceitaremos ser, como colectivo, associados a qualquer acto de violência que cidadãos em nome individual possam cometer na demonstração da sua legítima revolta.
Rejeitamos a inversão total e propagandística da verdade que está em curso, procurando apelidar de violentas pessoas e movimentos que procuram defender os seus direitos e interesses de forma pacífica. A violência das medidas de austeridade é que é indesmentível e por mais cortinas de fumo que por ela sejam lançadas, está à vista de todo o povo. Acusamos o governo de violência, directa e indirecta, sobre o país.
Em resposta a esta campanha vergonhosa, informamos que convocaremos uma nova manifestação, a realizar no final de Janeiro.
Por tudo isto, a Plataforma 15 de Outubro exige:
A divulgação pública das provas audiovisuais, filmes e fotografias que demonstram claramente a presença e acção provocadora de agentes da polícia não identificados e não fardados dentro da manifestação que ocorreu no dia 24 de Novembro.
A abertura, por parte das entidades competentes, de inquéritos que visem a investigação da acção policial, nomeadamente o uso de violência sobre manifestantes isolados e a instigação à violência por parte de elementos não identificados e não fardados da polícia.
Que os meios de comunicação social, que tão prontamente assumiram esta narrativa distorcida dos acontecimentos, dêm espaço às informações que têm vindo a público, cumprindo o seu dever de informar e repôr a verdade dos factos.
Que sejam retiradas consequências do facto de terem sido proferidas publicamente inverdades por parte do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que reforçaram uma narrativa que não corresponde comprovadamente à verdade dos factos.
Que os detidos no dia 24 de Novembro sejam absolvidos, sendo tido em conta nos seus processos o facto de terem sido detidos de forma ilegal e abusiva através de agentes provocadores que, além do mais, incitaram delitos. Expressamos total solidariedade em relação aos companheiros e companheiras detidos nesse dia.
A criminalização da actividade política e da contestação é um sinal claro dos tempos em que vivemos, em que a Democracia é ameaçada e posta em causa justamente pelo Estado que tem como dever protegê-la. A tentativa de suprimir os acontecimentos históricos que foram a Greve Geral de dia 24 de Novembro e a expressão popular ocorrida na manifestação nesse dia serve de sinal de aviso às forças progressistas. Não permitiremos que vingue a tentativa de fazer com que o medo sufoque a legitimidade das reivindicações populares à dignidade e aos direitos e, como tal, estaremos novamente nas ruas, no final de Janeiro .
A Plataforma 15 de Outubro, internacionalista, apartidária e pacífica, reivindicando a reposição da justiça e da verdade no que diz respeito aos eventos do dia 24 de Novembro, declara:
Testemunhámos e denunciamos a presença de polícia não fardada e não identificada na manifestação de 24 de Novembro em frente a São Bento. Estes elementos, entre os manifestantes, incitaram à violência com palavras e acções, ao contrário do que afirmou inequivocamente o Ministro da Administração Interna. Esta acção da polícia de um Estado de Direito e dito “democrático” configura uma ilegalidade e um crime. A acção da polícia nos piquetes de greve deste dia pautou-se igualmente pela ilegalidade e repressão, tendo-se apresentado nos locais onde se encontravam os piquetes armada com caçadeiras e metralhadoras, além de ter sido enviada polícia de intervenção para atacar e romper os piquetes.
Repudiamos ser, consciente e propositadamente, apelidados de “delinquentes”, “criminosos” e outros adjectivos que claramente configuram um insulto pessoal e colectivo, com o único objectivo de anular a Plataforma 15 de Outubro como sujeito político. Foi impedida a realização da Assembleia Popular prevista para as 18h00, hora em que começaram os distúrbios. Está a ser construída, consciente e propositadamente, uma narrativa de terror social que visa claramente criminalizar o movimento social e os eventos da Greve Geral e manifestação que, tendo sido um grande sucesso, é minorada pela construção de factos e eventos de “violência” por parte das estruturas de poder.
Manifestamo-nos contra a detenção avulsa de pessoas isoladas, outra tentativa de reforçar esta narrativa criminalizadora.
Somos e continuaremos a reivindicarmo-nos como uma plataforma de acção política pacífica e não aceitaremos ser, como colectivo, associados a qualquer acto de violência que cidadãos em nome individual possam cometer na demonstração da sua legítima revolta.
Rejeitamos a inversão total e propagandística da verdade que está em curso, procurando apelidar de violentas pessoas e movimentos que procuram defender os seus direitos e interesses de forma pacífica. A violência das medidas de austeridade é que é indesmentível e por mais cortinas de fumo que por ela sejam lançadas, está à vista de todo o povo. Acusamos o governo de violência, directa e indirecta, sobre o país.
Em resposta a esta campanha vergonhosa, informamos que convocaremos uma nova manifestação, a realizar no final de Janeiro.
Por tudo isto, a Plataforma 15 de Outubro exige:
A divulgação pública das provas audiovisuais, filmes e fotografias que demonstram claramente a presença e acção provocadora de agentes da polícia não identificados e não fardados dentro da manifestação que ocorreu no dia 24 de Novembro.
A abertura, por parte das entidades competentes, de inquéritos que visem a investigação da acção policial, nomeadamente o uso de violência sobre manifestantes isolados e a instigação à violência por parte de elementos não identificados e não fardados da polícia.
Que os meios de comunicação social, que tão prontamente assumiram esta narrativa distorcida dos acontecimentos, dêm espaço às informações que têm vindo a público, cumprindo o seu dever de informar e repôr a verdade dos factos.
Que sejam retiradas consequências do facto de terem sido proferidas publicamente inverdades por parte do Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que reforçaram uma narrativa que não corresponde comprovadamente à verdade dos factos.
Que os detidos no dia 24 de Novembro sejam absolvidos, sendo tido em conta nos seus processos o facto de terem sido detidos de forma ilegal e abusiva através de agentes provocadores que, além do mais, incitaram delitos. Expressamos total solidariedade em relação aos companheiros e companheiras detidos nesse dia.
A criminalização da actividade política e da contestação é um sinal claro dos tempos em que vivemos, em que a Democracia é ameaçada e posta em causa justamente pelo Estado que tem como dever protegê-la. A tentativa de suprimir os acontecimentos históricos que foram a Greve Geral de dia 24 de Novembro e a expressão popular ocorrida na manifestação nesse dia serve de sinal de aviso às forças progressistas. Não permitiremos que vingue a tentativa de fazer com que o medo sufoque a legitimidade das reivindicações populares à dignidade e aos direitos e, como tal, estaremos novamente nas ruas, no final de Janeiro .
sábado, 26 de novembro de 2011
Greve Geral -Trabalhadores gregos solidários em frente da embaixada portuguesa na Grécia
Sindicalistas gregos da central do setor público Adedy manifestaram-se hoje em frente da embaixada de Portugal em Atenas "em solidariedade" com a greve geral em Portugal, noticiou a agência France Presse.
Dezenas de manifestantes juntaram-se em frente da representação diplomática, no centro da capital, segurando faixas em que se podia ler "Atenas-Madrid-Roma-Lisboa, a luta é a única via", "Solidariedade com os grevistas de Portugal" e "Luta contra a política da UE e do FMI".
A agência Lusa tentou, sem êxito, contactar telefonicamente a embaixada de Portugal na Grécia, cujo horário de funcionamento, segundo o 'site' do Ministério dos Negócios Estrangeiros, é entre as 09:30 e as 12:30 locais (07:30 e 10:30 em Lisboa).
Portugal observa hoje uma greve geral contra as medidas de austeridade decididas pelo governo como contrapartida da ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE).
A Grécia, primeiro país da zona euro a ser atingido pela crise da dívida há dois anos, foi submetida a duras medidas de austeridade.
Segundo um relatório do Banco da Grécia hoje divulgado pela imprensa, 12,9 por cento das famílias gregas não têm atualmente qualquer tipo de rendimento, nem salarial nem assistencial, e 16 por cento dos trabalhadores em idade ativa estão desempregados.
"Lusa"
Portugal observa hoje uma greve geral contra as medidas de austeridade decididas pelo governo como contrapartida da ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE).
A Grécia, primeiro país da zona euro a ser atingido pela crise da dívida há dois anos, foi submetida a duras medidas de austeridade.
Segundo um relatório do Banco da Grécia hoje divulgado pela imprensa, 12,9 por cento das famílias gregas não têm atualmente qualquer tipo de rendimento, nem salarial nem assistencial, e 16 por cento dos trabalhadores em idade ativa estão desempregados.
"Lusa"
Viva a Greve Geral !
Quarenta e oito horas após a realização da Greve Geral de 24 de Novembro impõe-se, um balanço dos resultados alcançados com esta forma de luta adotada pelos trabalhadores portugueses:
Esta Greve Geral teve como fundo uma realidade consistente na política exercida por um governo ao serviço do grande capital europeu, uma política de saque sobre quem trabalha, com impostos atrás de impostos, cortes em setores vitais como a saúde, o ensino e segurança social .
Apesar do clima de intimidação reinante, com ameaças dos patrões e do seu governo de lacaios , a realidade traduziu-se na greve mais participada, com setores vitais da economia a paralizarem totalmente ou com uma grande adesão. Cerca de 3 milhões de trabalhadores fizeram greve, significativo, mesmo que represente alguns despedimentos devido à precaridade dos postos de trabalho.
Por mais que tentem desvalorizar os resultados vitoriosos, por mais persistam na provocação dos media vendidos e da arruaça policial não conseguem quebrar uma vontade de continuar e a intensificar a luta contra o terrorismo social do capitalismo, assumido pelo governo da tróika.
Selvajaria policial contra manifestantes nas imediações da Assembleia da República.
Esta Greve Geral teve como fundo uma realidade consistente na política exercida por um governo ao serviço do grande capital europeu, uma política de saque sobre quem trabalha, com impostos atrás de impostos, cortes em setores vitais como a saúde, o ensino e segurança social .
Apesar do clima de intimidação reinante, com ameaças dos patrões e do seu governo de lacaios , a realidade traduziu-se na greve mais participada, com setores vitais da economia a paralizarem totalmente ou com uma grande adesão. Cerca de 3 milhões de trabalhadores fizeram greve, significativo, mesmo que represente alguns despedimentos devido à precaridade dos postos de trabalho.
Por mais que tentem desvalorizar os resultados vitoriosos, por mais persistam na provocação dos media vendidos e da arruaça policial não conseguem quebrar uma vontade de continuar e a intensificar a luta contra o terrorismo social do capitalismo, assumido pelo governo da tróika.
Selvajaria policial contra manifestantes nas imediações da Assembleia da República.
O aparato policial posto na rua para intimidar os trabalhadores foi evidente e os atos de violência contra os piquetes de greve e manifestantes, tudo em nome da ordem estabelecida, atropelando os mais elementares direitos de greve ou à manifestação.
Sete detidos e alguns feridos são uma gota de água na afronta de que foram alvo os trabalhadores, fazendo lembrar periodos recentes em que o fascismo salazarento imperava. Repudiemos veementemente estas práticas e quem lhes dá cobertura.
| Manifestação na Avenida da Liberdade "indignados" |
| "Stencil" a propagandear a Greve Geral |
| Uma das muitas manifestações "indignados" que convergiram para a Assembleia da República |
| Contra o terrorismo social do governo/tróika |
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Por uma Greve Geral Combativa
Comunicado emitido pelo Circulo Revolucionário a propósito da Greve Geral do dia 24 de Novembro
Na profunda crise actual do sistema capitalista, os cerca de 147 grupos financeiros e 500 super-monopólios que dominam o mundo lutam ferozmente por maximizarem os seus lucros. Através das suas instituições internacionais (FMI, Banco Mundial, BCE, União Europeia) temos estado a assistir a uma restruturação do capitalismo global, subjugando todos os povos do mundo, concentrando nas suas mãos os meios de produção e intensificando a exploração e aumentando a destruição do planeta. Chile, Haiti, Moçambique, Tunísia, Grécia, Irlanda, Portugal, todos os povos e nações deste globo estão a ser vítimas do assalto económico e militar do ditame financeiro desses poderes transnacionais.
Perante este ataque, o poder político servil e corrupto das classes dominantes desses países tem-se mostrado sempre disponível. Em Portugal, os governos, o parlamento e os partidos burgueses PSD/CDS/PS sem distinção passaram a ser basicamente executantes e altifalantes da voz do poder económico e financeiro. Os dados “objectivos” que o actual governo apresenta como justificação para as suas medidas, na realidade seguem a lógica financeira da banca e do grande patronato com o único objectivo de transferirem a riqueza que nós criamos para os cofres desses parasitas.
Os trabalhadores, os desempregados e os reformados, sejam portugueses ou imigrantes, mulheres ou homens, enfrentam a ditadura dos bancos e das multinacionais da “Troika” (Barclays, Deutsche Bank, Siemens, Volkswagen, etc., ...), bem como da banca e do grande patronato portugueses (BCP, BPI, Mello, Sonae, ...) e dos seus governantes. Eles apropriam-se diariamente – a custo cada vez mais próximo do zero – do produto do nosso trabalho, eliminam as conquistas obtidas através de duras lutas e acabam com condições mínimas de vida na saúde, na educação dos nossos filhos, na habitação, nas reformas dos nossos idosos, espremem-nos através do aumento do custo de vida, de impostos e de taxas e juros de toda a ordem!
Não passa nenhum dia sem que seja introduzida alguma medida nova que elimina direitos e visa transformar-nos em novos trabalhadores escravizados à semelhança do que existiu durante o colonialismo em África, ou do que existe hoje em muitos países asiáticos como a China, a índia, etc.
Só uma luta com determinação nos abre perspectivas!
Pergunte-se a si próprio: espera mesmo que esta “governação unida” PSD/CDS/PS e o seu parlamento faça algo a seu favor, perante os acontecimentos dos últimos anos?
A nossa mobilização com determinação, persistência e organização é a única defesa que temos. é esta a grande lição que se pode tirar da vitoriosa revolta do povo moçambicano em 2010 contra a imposição pelo FMI do aumento brutal dos alimentos, das recentes lutas do povo chileno e da crescente revolta do povo grego contra a ditadura da fome e da miséria impostas pela Troika.
A GREVE GERAL do dia 24 de Novembro é um passo significativo no avanço da nossa luta!
As fábricas, as empresas, os serviços e as ruas são os nossos locais de resistência!
Lutamos pelo repúdio da dívida e da política de austeridade do governo, contra as medidas que aumentam a precaridade, o trabalho escravizado, e pela utilização dos recursos do país no apoio social, na educação e na saúde, e não no resgate dos grandes banqueiros e grupos capitalistas.
A nossa luta continua até à extinção de todos os acordos de dependência do país, e deve prosseguir em conjunto e em solidariedade com todos os povos da Europa em luta contra os ditames do FMI !
POR UMA AMPLA MOBILIZAçãO PARA A GREVE GERAL!
MOBILIZAÇÃO GERAL
É importante discutirmos com os colegas, ouvir as suas dúvidas, passarmos a informação, preparar acções em conjunto, organizarmos a GREVE GERAL com todos – com sindicatos combativos contra todas as tentativas de intimidação nas empresas.
No bairro, é importante falarmos com os vizinhos, apoiarmo-nos no dia-a-dia contra a fome, prepararmos a resistência conjunta contra os despejos, o encerramento de serviços públicos e o aumento de transportes.
No dia da Greve Geral, apoiemos activamente a sua realização, seja através de concentrações na empresa onde trabalhamos, seja nas empresas próximas do bairro onde vivemos. Juntemo-nos numa gigantesca concentração que seja a expressão da nossa determinação de luta!
A luta é de todos nós em todos os lugares!
Novembro 2011
circulorevolucionariolx@yahoo.com
http://
Na profunda crise actual do sistema capitalista, os cerca de 147 grupos financeiros e 500 super-monopólios que dominam o mundo lutam ferozmente por maximizarem os seus lucros. Através das suas instituições internacionais (FMI, Banco Mundial, BCE, União Europeia) temos estado a assistir a uma restruturação do capitalismo global, subjugando todos os povos do mundo, concentrando nas suas mãos os meios de produção e intensificando a exploração e aumentando a destruição do planeta. Chile, Haiti, Moçambique, Tunísia, Grécia, Irlanda, Portugal, todos os povos e nações deste globo estão a ser vítimas do assalto económico e militar do ditame financeiro desses poderes transnacionais.
Perante este ataque, o poder político servil e corrupto das classes dominantes desses países tem-se mostrado sempre disponível. Em Portugal, os governos, o parlamento e os partidos burgueses PSD/CDS/PS sem distinção passaram a ser basicamente executantes e altifalantes da voz do poder económico e financeiro. Os dados “objectivos” que o actual governo apresenta como justificação para as suas medidas, na realidade seguem a lógica financeira da banca e do grande patronato com o único objectivo de transferirem a riqueza que nós criamos para os cofres desses parasitas.
Os trabalhadores, os desempregados e os reformados, sejam portugueses ou imigrantes, mulheres ou homens, enfrentam a ditadura dos bancos e das multinacionais da “Troika” (Barclays, Deutsche Bank, Siemens, Volkswagen, etc., ...), bem como da banca e do grande patronato portugueses (BCP, BPI, Mello, Sonae, ...) e dos seus governantes. Eles apropriam-se diariamente – a custo cada vez mais próximo do zero – do produto do nosso trabalho, eliminam as conquistas obtidas através de duras lutas e acabam com condições mínimas de vida na saúde, na educação dos nossos filhos, na habitação, nas reformas dos nossos idosos, espremem-nos através do aumento do custo de vida, de impostos e de taxas e juros de toda a ordem!
Não passa nenhum dia sem que seja introduzida alguma medida nova que elimina direitos e visa transformar-nos em novos trabalhadores escravizados à semelhança do que existiu durante o colonialismo em África, ou do que existe hoje em muitos países asiáticos como a China, a índia, etc.
Só uma luta com determinação nos abre perspectivas!
Pergunte-se a si próprio: espera mesmo que esta “governação unida” PSD/CDS/PS e o seu parlamento faça algo a seu favor, perante os acontecimentos dos últimos anos?
A nossa mobilização com determinação, persistência e organização é a única defesa que temos. é esta a grande lição que se pode tirar da vitoriosa revolta do povo moçambicano em 2010 contra a imposição pelo FMI do aumento brutal dos alimentos, das recentes lutas do povo chileno e da crescente revolta do povo grego contra a ditadura da fome e da miséria impostas pela Troika.
A GREVE GERAL do dia 24 de Novembro é um passo significativo no avanço da nossa luta!
As fábricas, as empresas, os serviços e as ruas são os nossos locais de resistência!
Lutamos pelo repúdio da dívida e da política de austeridade do governo, contra as medidas que aumentam a precaridade, o trabalho escravizado, e pela utilização dos recursos do país no apoio social, na educação e na saúde, e não no resgate dos grandes banqueiros e grupos capitalistas.
A nossa luta continua até à extinção de todos os acordos de dependência do país, e deve prosseguir em conjunto e em solidariedade com todos os povos da Europa em luta contra os ditames do FMI !
POR UMA AMPLA MOBILIZAçãO PARA A GREVE GERAL!
MOBILIZAÇÃO GERAL
É importante discutirmos com os colegas, ouvir as suas dúvidas, passarmos a informação, preparar acções em conjunto, organizarmos a GREVE GERAL com todos – com sindicatos combativos contra todas as tentativas de intimidação nas empresas.
No bairro, é importante falarmos com os vizinhos, apoiarmo-nos no dia-a-dia contra a fome, prepararmos a resistência conjunta contra os despejos, o encerramento de serviços públicos e o aumento de transportes.
No dia da Greve Geral, apoiemos activamente a sua realização, seja através de concentrações na empresa onde trabalhamos, seja nas empresas próximas do bairro onde vivemos. Juntemo-nos numa gigantesca concentração que seja a expressão da nossa determinação de luta!
A luta é de todos nós em todos os lugares!
Novembro 2011
circulorevolucionariolx@yahoo.com
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terça-feira, 8 de novembro de 2011
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