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terça-feira, 30 de abril de 2013

O 1º DE MAIO É DIA DE LUTA

 
Comunicado do Circulo Revolucionário

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Contra o Terrorismo social

Passamos a divulgar o comunicado do Circulo revolucionário

Pelo derrube do Governo da Troika!
O governo PSD/CDS mandou aprovar no Parlamento o seu Orçamento do Estado para 2013, seguindo com lealdade as instruções recebidas da Troika FMI/BCE/UE. Agora espera a divulgação oficial por Cavaco Silva. Em conjunto com as outras, as medidas aprovadas agora são as mais brutais que alguma vez um governo burguês impôs ao nosso povo:
  • Violento aumento dos impostos;
  • Cortes dramáticos nos subsídios de desemprego, doença e nas pensões e reformas;
  • Medidas para aumentar o desemprego e a precariedade o que agrava a crise económica;
  • Aumento da exploração através do alargamento do horário do trabalho, da diminuição de férias e feriados, de horas extras mais baratas e da redução das indemnizações;
  • Ataques selvagens às organizações trabalhadoras, à contratação coletiva e aos direitos do trabalho, nomeadamente à greve;
  • Aumento generalizado dos preços dos bens essenciais, como alimentação, água, luz, gás, habitação, transportes, medicamentos etc.
Esse gangue de Passos/Portas tornou a nossa vida um inferno, ao mesmo tempo que tem entregue ao capital financeiro internacional, aos super-monopólios e especuladores cada cêntimo que mandou espremer a nós. Esta exploração descarada está a tomar dimensões que põem em questão a nossa sobrevivência.
Ao mesmo tempo, o governo PSD/CDS combate a nossa resistência nas empresas públicas, a luta dos estivadores, a greve geral, as grandes manifestações de rua contra esta selvajaria capitalista, com um aumento dramático de repressão.
Fascização do Aparelho do Estado
O ataque policial às piquetes durante a greve geral, a feroz agressão às pessoas em frente à Assembleia da República, a reorientação do aparelho de justiça com a redução dos direitos de defesa nos tribunais, a tentativa policial de decapitação e criminalização dos movimentos de resistência contra a Troika, a colaboração da liderança da RTP com a polícia, a violação de regras democráticas, um discurso político violento de ameaças contra as greves e lutas de rua, a instigação do espírito corporativo da polícia, declarações sobre a necessidade de terminar esta democracia por imperativos económicos, ou seja, o governo da Troika e a reação portuguesa têm procurado a transformar com pressa o seu sistema de controle democrático num regime de repressão aberta. Eles querem é impedir a nossa resistência contra o seu sistema de terrorismo social através do aparelho do Estado.
Resistência com Determinação
Os estivadores têm mostrado a sua força numa luta com determinação. São eles que servem de exemplo para os movimentos sindical e de resistência popular. É por isso que eles também se encontram no centro dos ataques políticos, mediáticos, da polícia, dos tribunais, até à mudança de legislação laboral sobre greves. O ataque contra eles terá consequências gravíssimas para a luta de t o d o s os trabalhadores pelo que é uma tarefa sindical importante construir uma ampla frente de solidariedade com esses camaradas em luta e contra as intenções repressivas do governo - pela defesa do direito à greve.
Contra este este regime “democraturial” do governo e da Troika não há outro caminho a não ser a nossa resistência organizada com determinação nas empresas através de sindicatos combativos, nos bairros com comités de luta contra despejos, cortes de luz, água, nas ruas com manifestações consequentes de luta.
ESTE ESTADO NÃO É O NOSSO – CONTRA O TERRORISMO SOCIAL !
DERRUBE DO GOVERNO PSD/CDS !
TROIKA – FORA DE PORTUGAL !
Círculo Revolucionário 8.12.2012

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Fim ao terrorismo social

Comunicado do circulo revolucionário

A cada dia que passa, somos bombardeados com mais uma medida gravosa: mais impostos, mais horas de trabalho, menos dias de férias, menos feriados, cortes nos subsídios de Natal e de férias e cada vez mais precariedade e maiores ritmos de trabalho para quem trabalha; menos indemnizações e redução do valor e do tempo de subsídio de desemprego para quem é despedido; pensões e reformas reduzidas para quem chegou à velhice depois de ter trabalhado arduamente e descontado toda a vida; aumento do preço dos transportes, menos transportes e novas portagens para quem tem de deslocar-se; maiores taxas moderadoras e serviços de saúde mais caros para quem tem o azar de ficar doente; ensino mais caro para quem quer estudar; menos apoios sociais e aumentos brutais do gás, água e electricidade para todos. Quem já vivia com dificuldades vê o seu futuro a caminhar para o abismo. De cada vez que um membro do governo anuncia que “já não serão necessárias mais medidas”, é certo que no dia seguinte somos surpreendidos com medidas ainda mais duras.

Ao mesmo tempo, sobram milhões para a banca e todos os grandes grupos económicos, aumenta o dinheiro para as polícias de forma a garantir a repressão caso os mais atingidos por estas medidas resolvam revoltar-se, organizada ou espontaneamente, distribui-se ao desbarato o património do estado por grupos privados, os corruptos ficam impunes, seja no BPN ou na Madeira.

Não se trata de uma obscura conspiração dos mercados nem de uma maldade ou incompetência do governo, é apenas o sistema capitalista no seu funcionamento normal em tempo de crise: roubar o máximo a quem está na parte mais baixa da escala social e assim preservar e mesmo aumentar os lucros do topo da pirâmide. Assistimos a uma total submissão do governo português aos ditames do grande capital internacional, por via da troika UE/BCE/FMI. Repetem até à exaustão que não temos alternativa, que temos de fazer “reformas estruturais” e pagar a dívida deles, que temos de obedecer e calar.

Mas a nossa paciência já chegou ao limite. É altura de seguir o exemplo daqueles que em todo o mundo têm resistido a esta ofensiva global do capitalismo que quer sobreviver à sua mais profunda crise de sempre tornando mais pobres todos os povos do mundo. Os tunisinos, os egípcios, moçambicanos, chilenos, gregos, nova-iorquinos, londrinos, madrilenos, todos têm recusado e resistido aos planos de “ajuda” e restruturação impostos pelo FMI ou pelos seus governos, a mando dos 150 grupos financeiros e dos 500 super-monopólios que controlam a economia mundial. Por vezes têm enfrentado uma brutal repressão porque dinheiro para as forças policiais e militares não falta.

É hora de resistir, é hora de lutar! Repudiemos a dívida e as políticas de austeridade! Queremos uma economia ao serviço do povo e um governo que resiste à ocupação do país pelas potências estrangeiras!

22 de Dezembro de 2011
http://circulorevolucionario.blogspot.com
circulorevolucionariolx@yahoo.com

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Afundar o capitalismo num mar de lutas!


Está em curso o maior ataque do capitalismo ao mundo do trabalho verificado nestas últimas décadas, um ataque sem precedentes assente na exploração desenfreada sobre os trabalhadores e o povo.

Todos os dias, somos contemplados com novas medidas ordenadas pelo FMI para que o governo submisso do PSD/CDS as ponha em práctica, qual delas a mais canalha; o brutal aumento dos transportes públicos, da electricidade, do gás, o aumento do IVA aplicado aos bens sociais e a eliminação das deduções fiscais no IRS (na saúde, educação e habitação), o agravamento das reformas de miséria.

O desemprego aumenta todos os dias com o encerramento de pequenas e médias empresas e o despedimento de trabalhadores da função pública em números que vão aumentar a exploração dos restantes e degradar serviços já de si parcos.

Anunciam-se cortes significativos em sectores vitais como a saúde, a educação e a segurança social. Apenas uma excepção, o ministério da administração interna vê as verbas serem aumentadas, o que nos leva a concluir que as forças policiais são prendadas com o único fito de se manterem disponíveis para reprimir as lutas de quem trabalha.

Assistimos ao desmembramento das empresas públicas vitais para a sobrevivência do país, o governo apressa-se a vendê-las a “pataco”, por valores económicos, que nem dão para pagar um ano de juros de empréstimos contraídos.

O agravamento das leis do trabalho está nos horizontes do governo, que pretnde que o patronato ba prática possa despedir sempre que lhe ocorra, sem que tenha que pagar qualquer indeminização.

Sobre o pano de fundo do capitalismo somam-se os escândalos financeiros, sendo o mais badalado de momento a dívida da Madeira, depois de tantos outros casos envolvendo ministros, ex-ministros, banqueiros e outras personagens que vivem à babugem do sistema.

A falência da democracia burguesa está à vista de todos, passaram 37 anos sobre o 25 de Abril e as conquistas alcançadas foram sucessivamente roubadas com a cumplicidade dos principais partidos no cumprimento da missão que o capitalismo lhes encomendou. Sempre nos disseram que a democracia se verificava no âmbito do sistema parlamentar, ora as sucessivas eleições encarregaram-se de demonstrar que tal como está não serve o povo.

Até quando nos vamos sujeitar a este estado de exploração e corrupção capitalista?

Nestes últimos dias, o presidente da república, o primeiro ministro e outras figuras do governo, vivem obcecados com o facto de Portugal não ser a Grécia. Contrariando estes comentários, economistas internacionais e nacionais, afirmam que Portugal está a seguir o caminho da Grécia tal como outros países do sul da Europa em consequência da especulação financeira do grande capital europeu. A crise do capitalismo está para ficar e o grande capital lança-se como lobos sobre as suas presas.

Uma só solução se coloca:
Barrar o agravamento da legislação laboral impedindo que sejamos mais escravizados do que já somos presentemente;
Impedir os despedimentos por uma luta determinada, a nível nacional e internacional;
Em caso de despedimento garantia do salário por inteiro ao trabalhador;

Estas são algumas medidas ou acções em nossa defesa, mas devemos rransformar a nossa justa indignação numa luta pelas nossas aspirações colectivas. A manifestação do dia 1 de Outubro será um passo neste sentido.

Nós, os trabalhadores devemos desenvolver as nossas próprias formas de luta, com reuniões, plenários, comissões a nível de bairro, a fim de criarmos um vasto movimento contra as medidas do capitalismo, e pela realização de uma greve geral nacional combativa com amplas assembleias e ocupação das ruas.

Contra o grande capital europeu, a luta dos povos!